
Musico, intérprete, compositor e arranjador multinstrumentista gaúcho radicado na Alemanha. Preparando o novo trabalho instrumental "SpielHaus"
leia o release completoRamil(onga)
Março 22, 2007
Vitor
Vitor, um gaúcho abrasileirado (ele mesmo coloca-se nesta posição em alguns momentos, sem dizer literalmente), gravou seu último disco “Longes”.
Este disco muitas pessoas disseram ainda não ter entendido.
Converso cotidianamente com fãs de Vitor Ramil, e entre, pelo menos os que eu conheço isso é unanimidade. Porque?
Bom, primeiramente todos sabem que para se apreciar uma boa música precisamos de ouvidos treinados, acurado e de bastante perspicácia sonora. O ideal é seria que todos conhecessem a estrutura musical básica e que no Brasil houvesse uma educação musical desde o Ensino Fundamental, e que esta tivesse uma razoável qualidade como nos países desenvolvidos. Tornariam-se as pessoas brasileiras mais cultas como todos podem imaginar, e com toda certeza não veríamos muitos brasileiros pagando mico por aí como vemos diariamente. Nem veríamos os pobres coitados sendo feitos de bobos.
Isso não é comum de observar-se em países desenvolvidos.
Gostos á parte (temos que respeitar á todos, mas não somos obrigados á compartilhar deles), observa-se no Brasil um discurso televisivo e (midiático???) da falta de compositores.
Esta é a herança do que plantamos; lembro-me bem em minhas aulas de Educação Artística no meu ensino primário. Estudei em diversas escolas por todo o Brasil e em absolutamente todas vinha uma professora muito mal preparada e me entregava um pincel, 3 cores de tinta (as quais eu não podia escolher) e me dizia pra pintar alguma coisa. Enquanto isso, ela ficava sentada lendo sua revista e ao final da aula ela pegava um rolo de fita crepe e pendurava todos os trabalhinhos na parede e estes ficavam lá até a semana seguinte. A aula de Educação Artística era uma vez por semana, enquanto as de matemática chegavam a 6 no mesmo período. Não aprendi nada na aula de Educação Artística (nem na de matemática, pois sou artista). Mas o que eu quero observar é o resultado deste procedimento praticado até hoje.
Dizem que não temos mais compositores. É verdade. Os poucos que temos são em virtude destas e outras deficiências. Mas, principalmente os poucos compositores que temos para a área de mercado musical a qual o Brasil inteiro exige: a do pieguismo. O piegas tem moda e roda. Atrocidades culturais como foi a lambada e a herança pobre e imoral do funk americano praticado no Brasil. Eu me pergunto: Onde está o cidadão que á vinte anos atrás era fã de lambada? Continua ouvindo os mesmos discos até hoje?
Isto é o que a mídia quer, e isso ela não encontra mais.
Encontramos compositores geniais no Brasil, mas eles não trabalham nesse ramo. Eles trabalham sem o apoio de mídia ou instituições que os apóiem e sem “leis de incentivo á cultura” que só patrocina (ou apadrinha) afilhados de outros segmentos menos meritosos.
Os brasileiros foram educados para serem assim. A culpa não é da população. Já não somos “como nossos pais” como diria Belchior ou Elis Regina. “Nossos ídolos não são mais os mesmos” (uma pena!) e as aparências nem se dão mais ao trabalho de querer enganar. Somos filhos de um país que escutava Jobim, Caetano, Villa-lobos e outros gêneros musicalmente riquíssimos como o Choro ou as subjacências da música portuguesa como a sertaneja, hoje chamada música raiz. Infelizmente estes pais não estavam preparados musicalmente para educar a geração seguinte.
Temos que escutar mais música, mas antes, temos que escutar coisas novas e diferentes. Treinar o ouvido seria o correto. Escolher o que queremos e devemos escutar para fazer com que a música não nos seja imposta como o imposto, e sim, como um direito ao qual nos reservamos. Devemos abandonar a geração rádio, na qual me lembro ter que escutar o que os malucos ou muitas vezes bêbados locutores ou “Disk-Jóqueis” nos empurravam por que rolou um Jabá (propina para tocar a música – e bêbados por que microfône não é bafômetro).
Não tivemos educação musical é verdade, mas sejamos autodidatas e ouçamos aquilo que está escondido no fundo do armário do papai. Não é saudosismo, é treinar o ouvido para o novo e atual como Vitor Ramil.
Ah, por falar em Vitor Ramil….
Postado por Rauber Mendes SilveiraParabéns pelo trabalho!
Além de Fã, "TEMOS UMA OPORTUNIDADE PARA MÚSICOS INDEPENDENTES".
Sou Henrique Luan, também sou músico, trabalhei 12 anos na parte técnica e produção musical em estúdio de gravação em Curitiba. Nestes anos de estrada, já participei da gravação dos dvds ao vivo dos artistas ( Banda Nazareth, Demis Roussos, Manolo Otero, Banda Velhas Virgens, Padre Reginaldo Manzotti e outros ). Agora sou dono da IMPACTO PONTUAL - CÓPIAS E IMPRESSÕES EM MÍDIAS. Pensando em ajudar os músicos independentes de todo o Brasil que sofrem com preços altos quando precisam de cópias e impressões de cds e dvds em pequenas tiragens, estamos com uma grande proposta.
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