
Marx Andersen é um experimento usando apenas música instrumental, tentando traduzir o que às vezes não é possível expressar pelas palavras. Delicie-se (ou não!)
leia o release completoPalavras
Palavras borbulham na mente de forma inexplicável.
Parecem um caldeirão fervendo espirrando estilhaços d'água.
Palavras às vezes são jogadas ao vento, sem direção. Sem intensão de ser alguma coisa, a não ser palavra, livre pra ir, não se importando pra onde, nem se importando em que vai bater, onde vai parar, o que vai atingir... Jogadas a esmo, sem saber se vai machucar alguém pelo caminho.
De vez enquando são jogadas contra o vento, se voltando para quem a arremessou como que a um bumerangue.
Palavras em abundância podem não significar absolutamente nada, e quase nenhuma palavra, memso que só um tracejo, um sussurro, um esboço, podem significar uma imensidão de coisas. Podem explicar a razão de uma vida.
A palavra cura, fere. A palavra ajuda, atrapalha, apaixona, dá raiva, medo, ódio, arrepio, calafrios, frio na barriga, dor de cabeça, ânsia, desesperança, motivação, angústia.
A palavra é a contradição nela mesma, é a antítese em si só.
Ela muda vidas. Em alguns casos ela até dá vida a alguém que já não tinha, outrora, razões pra viver.
Palavras ensinam, palavras fazem meditar. Palavras controlam, consolam, despertam um desejo.
Mas palavras muitas vezes não conseguem expressar tudo o que um olhar tem pra dizer.
- Marx Andersen -
Postado por André Gomes PereiraUm abraço a toda essa galera! Já nos tornamos FÃ!
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Valente . BA