(Charles Wellington dos Santos) Natural de Recife-PE. Nasceu em 22/02/1964, Estudou no Conservatório Pernambucano de Música é cadastrado na OMB (Ordem dos Músicos do Brasil). Iniciou oficialmente sua carreira artística no dia 10 de outubro de 2005,
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Charles Wellington e Roberto Carlos
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Aliste-se, meu camarada!
19.02.2012
WALESKA SANTIAGO/ FABIANE DE PAULAO Carnaval de Rua de Fortaleza ganha volume, com blocos criativos e bem humorados
Armados de tamborins, malacachetas, bumbos e confetes, os soldados da folia empunham seus estandartes nas ruas de Fortaleza em blocos, cordões e outras agremiações mominas que, pouco a pouco, voltam à mostrar suas caras e cores na Cidade. Sem compromisso com a tradição, sem o peso dos olhares de um júri, nem grandes aspirações de futuro, o exército brincante é democrático, popular e "fuleiro"! Basta juntar a turma, desafinar um hino e desatar pela ruas.
"São 30 copos de chope, são 30 homens sentados, 300 desejos presos, 30 mil sonhos frustrados", entoa o refrão do frevo, em alusão a versos do pernambucano Carlos Pena Filho, que será cantado este ano no Sanatório Geral, um dos bloco radicados no Benfica, às portas do hospital psiquiátrico Mira y Lopez e da Rua dos Remédios. Há quatro anos saindo exclusivamente no Carnaval, o bloco tem por estandarte três bonecos ilustres: Antônio Conselheiro, Freud e a espalhafatosa Lagarta de Fogo.
O bar é o berço
A ideia nasceu nas reuniões etílicas da "Turma do Buraco da Lúcia", que semanalmente, aos sábados, se encontra no bar da Lúcia ou do seu Chaguinha para colocar as ideias no lugar e confabular. "A história do bloco, foi aquela coisa: eu não estava afim de viajar para Olinda, nem o resto do pessoal. Ai surgiu: vamos criar um bloco! Neste dia, estávamos eu, o Alan, o Arthur, o Marco Antônio, o Danilo, a Andreia. Nesta história, já criaram o hino do bloco, ai começaram, vamos fazer num sei o quê. Veio a ideia de botar um boneco", lembra o pernambucano, Charles Wellington, sobre o dia da criação.
Morador de Fortaleza desde 1985, ele tem orgulho de seu berço carnavalesco, nascido em plena quarta-feira de cinzas e educado entre as ladeiras de Olinda e as ruas do Recife. "Meu pai me levava para assistir os blocos, como Pitombeira, Elefante, Vassourinha, Ceroula, então, fui tomando gosto pelo Carnaval", conta. Já são literalmente 48 carnavais nas costas de Wellington, que hoje, acumula as responsabilidades de ser uma das vozes do Sanatório Geral, além de guardião dos bonecos do bloco.
"O Antônio Conselheiro fui eu quem confeccionou. Boa parte do grupo é de Quixeramobim e um dos integrantes teve a ideia de fazer o Antônio Conselheiro, porque ele é de lá. Ai tem essa ligação com a loucura", explica sobre a enigmática e gigantesca presença entre os foliões. A lagarta de fogo, explica, foi ideia de Artur e Marco Antônio, figura âncora dentro do bloco, que além de cuidar das finanças é o incentivador das novas ideias. "É a mola mestre, o louco mestre", completa Wellington.
Na região do Benfica, Wellington lembra que chegou há apenas sete anos. Fixou-se mais precisamente no bairro Gentilândia. "Eu comecei a passar pelo Benfica e disse, se um dia eu tiver que comprar uma casa vai ser na Gentilândia, que me lembrava muito Olinda", recorda Wellington. Em outros tempos, o Carnaval era data certa para a ida à terra natal, para visitar a família e matar a saudade das verdadeiras ruas de Olinda. Desta vez, no entanto, novamente o bloco foi o motivo para, neste Carnaval, ele resolvesse ficar em Fortaleza.
"É sempre assim. Quando está se aproximando novembro, dezembro, ai começa, ´Sanatório, Sanatório! Vamos começar, porque senão vai passar o Carnaval e a gente não apronta nada´", diz, fascinado por estar fazendo o Carnaval, não apenas assistindo, cantando e festejando anualmente a loucura da vida com seus iguais. "Mas é a loucura saudável, no Sanatório. Como os próprios versos do hino dizem: Loucura é cura para qualquer normal", precisa o folião.
Debutantes
Também foram "agarrados pelo braço" do Carnaval alencarino a turma do bloco Luxo da Aldeia, que este ano, pela primeira vez na sua história, se aventura além das fronteiras do pré-Carnaval. "Senti que havia uma certa pressão para que os blocos ficassem. Então, a gente ficou", justifica o músico Matheus Perdigão, um dos idealizadores do bloco que tem a particularidade de cantar apenas músicas de compositores cearenses.
Idealizado em 2006 pelo pai do músico, o "agrônomo carnavalesco" Marcus Vinicius de Oliveira, como ele faz questão de ser identificado, o bloco saiu pela primeira vez em 2007, também no bairro Benfica. "Ele fazia parte do bloco Concentra Mais Não Sai e, em conversa com o Bruno (irmão de Mateus e também integrante do Luxo), jogou a ideia. Na época, surgiu o edital da Prefeitura para o pré-Carnaval. Inscrevemos e foi aprovado", conta Mateus.
No repertório, estavam composições de Fausto Nilo, Ednardo, Luiz Assumpção, Lauro Maia e outros compositores menos conhecidos, que aos poucos foram sendo garimpados. "Entraram músicas da Tânia Cabral, que tem parcerias com o Ednardo e era amiga da minha mãe. A gente foi construindo o repertório com ajuda de muita gente", diz. O crescimento do bloco, que hoje torna pequenas as ruas do bairro, é algo que não estava nos planos de seus criadores. A aceitação das músicas pelo público das músicas, para Mateus, são uma prova do potencial de nosso Carnaval. "Tem músicas que começamos tocando como desconhecidas, como ´Meu Brotinho´, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e hoje você já vê que tem muita gente cantando", observa. Na despedida do bloco do pré-Carnaval, um presente de boa sorte para o novo desafio: o compositor Fausto Nilo subiu ao palco com a banda para cantar pessoalmente suas músicas para a multidão. "Pegou todo mundo de surpresa. É massa até onde pode chegar essa brincadeira", vibra.
SAIBA MAIS
Sanatório Geral - Hoje e terça-feira (21), na Praça da Gentilândia. Sempre a partir das 10 horas
Luxo da Aldeia - Segunda-feira (20), na Rua Pe. Francisco Pinto (Benfica - na altura do Bar do Chaguinha, no número 144), de 14 horas às 18 horas
FÁBIO MARQUES
REPÓRTER
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