
Thiago Corrêa é compositor, cantor, arranjador Gaúcho nascido em Santo André SP. Com influências do Mpb e Samba recria o estilo samba-rock acrescentando uma pitada a mais de rock, letras irreverentes e atitude. Acesse: www.thiagocorrea.com
leia o release completoBiografia
Aconteceu quando eu tinha, mais ou menos, oito anos. Acho meio cedo pra que uma coisa dessas aconteça, mas aconteceu.
Eu estava brincando no porão da minha casa de pirata ou de Indiana Jones, essas coisas de crianças, quando encontrei uma carcaça de violão. Carcaça? Isso mesmo! O esqueleto, os restos mortais. Só faltavam abutres e urubus em cima. Aquilo brilhou para mim como a Arca Perdida, como um Baú de Tesouros.
Num ato de heroísmo resgatei o instrumento, corri para uma oficina de encadernação que havia ao lado de minha casa e pedi um pouco de grude para colar, quer dizer, salvar o violão. Sabe aquelas colas feitas de farinha? Pois é. Ficou uma meleca, mas depois de algumas tentativas e muitos erros, as cordas já ficavam presas e o violão passava bem.
Todos os dias eu ai escondido num boteco aonde faziam uma roda de samba, e sempre aprendia um novo acorde. Em questão de pouco tempo, já estava fazendo parte da banda como mascote.
Já mais tarde, enquanto meus amigos ficavam jogando bola, roubando toco de cigarro dos pais ou vendo revistas de mulher pelada, eu preferia tocar violão. Era motivo de chacota da turma, mas quando a gente é criança não entende muito bem o que está acontecendo.
O problema foi na adolescência. Você começa a achar que entende alguma coisa do mundo, acredita piamente que aquele único pêlo na sua cara o torna homem, mas na verdade fica mais confuso do que nunca. Por que eu tinha que carregar esse fardo? Não podia ser normal? Por que comigo? Isso é uma anomalia, doença, picada do bicho da música? Deve ser uma fase, vai passar. Mas não passou.
Então eu assumi. Bem...Na verdade eu era um músico reprimido, trabalhava de torneiro mecânico. Vivia uma mentira. Mas no fundo eu ainda era aquele garotinho que salvou o violão do temível porão. Essa sina sempre foi mais forte do que eu. Ah, o medo de assumir para os meus pais também não era nada fraco.
Mas foi numa tranqüila noite de sexta-feira durante um churrasco em casa que eu resolvi sair do armário (ou seria do case?). Estava com aquele friozinho na boca do estômago, quando meu pai perguntou se eu passava bem. Essa era a minha deixa, minha chance, era agora, vaaaai guriiiii:
- “Pai... Hã... Olha só... Me passa a costela?” (Putz!) Eu ainda não conseguia falar. Mas já não agüentava mais ser um músico camuflado. Foi quando ele perguntou:
- “Quer mais carne?”, eu respondi:
- “SOU MÚSICO!!!”
Ele ficou em silencio; parado; na minha frente; com uma tremenda faca na mão. (Pai nosso que estas no céu... Ave Maria cheia de graça...). Minha mãe deixou cair os pratos que ela trazia da cozinha e começou a chorar. Minha irmã ficou imóvel e meu irmão não parava de gargalhar. Mas o “silêncio” durou pouco:
- “Quer dizer que eu criei um filho vagabundo? Ta vendo o que tu fizeste Solange? Fica mimando esse pirralho. Agora agüenta as conseqüências!”. Minha mãe aos prantos:
- “Filhinho, isso vai passar, a tua família vai te ajudar, é só uma fase. Tem a vizinha da minha amiga, sabe a Terezinha, que conhece uma psiquiatra fantástica. Se não curar a gente ainda pode recorrer a Igreja, homeopatia, florais, blábláblá... A mamãe tá aqui”.(é mole?). Enquanto a minha irmã:
- “Buáááá...” e o meu irmão:
- “Hahahahaha”. (é mole?).
O impressionante é que se eu dissesse que ia ser astronauta, cabeleireiro, motorista de teste, agricultor de cogumelos, artífice de trilhos de trem, não haveria problema algum. Mas músico...
Demorou pro meu pai aceitar. Entendo ele. Sente-se culpado, achando que a educação que ele deu para o seu primogênito foi um fracasso. Mas hoje está tudo bem, e eu posso afirmar com orgulho:
“Sou músico. Nasci em 4 de janeiro de 1982 em Santo André, São Paulo. Atualmente moro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Sou de Capricórnio com problemas dos demais signos. Toco violão, cavaquinho e guitarra (flauta doce vale?). Arranho no baixo e no piano e definitivamente não toco Sax, mas gostaria de aprender. Comecei a tocar com oito anos de idade violão com a galera do samba no bar e mais tarde com o professor Miranda, com quem aprendi muito. Depois fui para o Projeto Prelúdio aonde estudei violão clássico e técnica vocal. Desde 2000 componho, produzo e arranjo jingles e trilhas para o mercado publicitário Brasileiro”.
Enfim, acho que consegui o que queria, só o churrasco em família que nunca mais foi o mesmo.
Postado por Thiago Corrêaolá compositores, preciso fechar meu cd , faltam 3 músicas , pode ser estilos samba rock, soul, black, charm, pagode romÂntico , mpb (jorge vercilo,djavan, pedro mariano) rock pop (jota quest bon jovi ) gospel (regis danese, robinson monteiro, edu porto , raiz coral , link) ou romanticas (alexandre pires, maurício manieri , fábio jr) bem no meu site vocÊs virão o meu estilo !!!!
mande seu trabalho no meu email