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Pe. Zezinho,scj

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Pe. Zezinho,scj

Lecionou por 25 anos Prática e Crítica de Comunicação nas Igrejas. São dele, entre mais de 80 livros escritos, os livros Do Púlpito para as Antenas- a difícil transição; Novos Púlpito e Novos Pregadores; A Fé Humilde ; O amor Humilde; Apenas um rio

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Pe. Zezinho, scjPe. Zezinho, scjRicardo Moreno - vocalShow em comemoração ao aniversário de Brasilia / 07

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Quarta, 02 de setembro de 2009

INJUSTIÇA SOCIAL

Por injustiça social Dehon entendia a injustiça estrutural; leis que perpetuavam a pobreza, o salário injusto e a exploração dos pobres. Era errado, mas havia interesse em deixar tudo como estava.

Um dia, escreveu que se a injustiça social não é pecado, então não se fale de nenhum outro pecado. Achar que só existem pecados pessoais, que só os indivíduos pecam e negar que uma nação tenha escolhido o pecado é ignorar a Bíblia e negar Jesus.

Um povo que elege um frio assassino, que vota em candidato que anuncia que, se chegar ao poder vai matar, em alguém que promete dar mais dinheiro aos ricos e menos aos enfermos e aposentados, em alguém que jura que vai investir em armas. Um povo que apóia leis que favorecem o aborto vota pela injustiça social. Se um povo escolhe este caminho, peca.

No evangelho de Mateus 25,31-46 Jesus deixa claro o que é um pecado social e o que salva uma alma. Salva-se quem ajuda os que não conseguem sair de algum sofrimento. Quem o causa ou ignora, peca. Quem ajuda, irá para o céu.

Um povo inteiro pode ser culpado de prolongar o sofrimento dos seus pobres, das crianças e dos enfermos. Se aceitarem leis injustas, todos pecam.

Pe. Zezinho,scj

Postado por Mário Carlos às 14:44 horas

O CHORO DO MENDIGO

Ela pede que não diga seu nome, mas o que fez foi muito cristão. Mulher jovem de quase trinta anos, voltava do trabalho, quando, no ônibus, um pobre começou a chorar por não ter recebido nada de ninguém. Disse que não era um vagabundo e que tinha fome, mas ninguém ajudava. Ela se tocou e lhe deu 2 reais. Ele agradeceu e desceu dois pontos adiante.

Houve quem não gostasse. Pelo canto d boca, alguém a chamou de trouxa. Disseram que a cidade está cheia desses vagabundos que inventam histórias e até choram para ganhar dinheiro, mas trabalhar, que é bom, eles não querem. Aquilo era teatro! Ele desceu logo porque foi beber no primeiro bar!... Acharam que ela não devia ter dado aquela esmola!

Sua resposta foi contundente. – “Se ele estiver com fome e foi comer, então eu fiz a coisa certa e vocês erraram. Se ele foi beber, então eu fiz a coisa errada. Mas como o dinheiro é meu, eu faço o que quiser com ele. Não quero dormir com a consciência pesada de ter negado uma ajuda a um homem com fome. Como é que vocês sabem que ele não estava com fome? Como é que vocês se sentiriam, se um dia, às seis da tarde ainda estivessem sem comer e ninguém lhes desse nada? Eu já senti fome e sei o que isso causa na gente. Posso ser trouxa de cair nessa conversa, mas vocês também podem ter sido trouxas e caído na conversa de que todo o sujeito mal vestido que pede esmola é um vagabundo”.

O ônibus silenciou. Ela desceu no ponto seguinte, mas não sem, antes, ter ouvido de um senhor que se tocou: – “Menina, seu coração ainda não se corrompeu nessa cidade sem lei e sem coração. Vou me lembrar disso, quando alguém me pedir uma esmola. Acho que perdi alguma coisa que você ainda tem. Dó! Você na sua juventude é menos trouxa do que eu com meus 60 anos. Eu não estou mais acreditando no ser humano! Voe acaba de me dar uma lição!”

Pe. Zezinho,scj

Postado por Mário Carlos às 14:28 horas
Quinta, 06 de agosto de 2009

EM BUSCA DA ABRANGÊNCIA

O grito é de alerta a companheiros de missão, posto que eu também estou sujeito a essas observações. Não é nem nunca foi fácil ser catequista e anunciar o Senhor Jesus de maneira abrangente. Há que haver cultura, conhecimento de várias matérias e uma espiritualidade sólida e aberta ao diálogo. Poucos têm essa capacidade, porque poucos tiveram estudos suficientes para oferecer uma catequese adequada, ampla e abrangente. Saber como a luz incide em nossa casa é uma coisa. Saber como incide na dos outros, só após ouvi-los e visitar seus lares. A abrangência nos tira da ilusão de que a luz do sol ilumina melhor o nosso sobrado do que o sobrado alheio.

É por essa razão que a maioria dos catequistas que hoje atuam em salas de aula, salas de catequese, no rádio e na televisão oferecem uma catequese parcializada. Ou divulgam a catequese de vida do movimento do qual fazem parte, acentuando fortemente a experiência de vida do seu sobrado, ou fazem uma catequese testemunhal que se baseia no próprio testemunho de vida ou no testemunho de algumas pessoas. Descrevem vidas transformadas, mas o seu conhecimento de dois mil anos de doutrina da Igreja Católica é pequeno, e mesmo quando o Papa fala e surgem novos documentos da santa Sé ou dos bispos, eles não o repercutem. Não foram educados na doutrina, nem instruídos nela como diz São Paulo a Timóteo. ( 1 Tm 4,1-16)

Então eles se concentram na vivência muito mais do que na doutrina, anunciam o que Jesus fez e faz, mais do que Ele ensinou. É mais a catequese do fazer do que a catequese do saber. E isso é grave. Imagine um pregador que todos os dias vai a televisão e durante anos dá a 10, 15 ou 20 milhões de pessoas vivência, apenas vivência. Quanta oportunidade perdida de oferecer a sabedoria, o conhecimento e a profundidade de uma igreja de 20 séculos, quanto desperdício de tempo sem oferecer o ponto de vista do Papa, dos bispos, dos teólogos e dos irmãos que sabem mais.

Seus ouvintes e telespectadores saberão muito dele e pouco dos outros santos da Igreja. Se tais pregadores quisessem mudar, poderiam. Bastaria abrir algum documento e ler partes dele em seus programas. Não o fazem. Do primeiro ao último minuto tocam canções e ensinam a vivência da fé, que são importantes, mas não podem ser a única catequese oferecida ao povo de Deus. O conhecimento é também fundamental e ele tem faltado. É como ir a uma aula de língua portuguesa, escutar o professor falar de si mesmo, da sua família, dos seus amigos, mas nunca vê-lo citar autores famosos, regras de gramática e a arte de pensar em português. Seus alunos aprenderão a imitá-lo, mas não aprenderão a falar. Motivo: ele não é o único que faz a língua portuguesa. A língua portuguesa tem muitos bons autores. Ensiná-la sem bons autores é oferecer ensino parcial, claudicante, falso, falho. É a história do pregador preferido à qual me referi no início deste livro.

Ensinar catequese sem mostrar os documentos da igreja e bons teólogos, apoiando-se unicamente na Bíblia também é catequese insuficiente. Se bastasse ler a Bíblia teríamos que jogar fora o catecismo e todos os documentos da Igreja. Depois da Bíblia houve um caminhar da Igreja, que também tem que ser ensinado ao povo de Deus. Não começamos agora. Já faz tempo que a igreja vem vivendo e ensinando, pensando e redescobrindo.

Erraria eu e errariam os meus irmãos comunicadores, se ignorássemos a sabedoria dos papas, dos bispos e dos teólogos. -Mais documentos e mais Bíblia, por favor!- gritam os católicos sedentos de conteúdo.

Postado por Mário Carlos às 09:39 horas
Terça, 30 de junho de 2009

Estupro, aborto e excomunhão

É fácil indignar-se e atacar o bispo e os médicos. Cada um tem a sua consciência e cada qual vê a vida e a morte dos outros como acha que deve. Algum juiz entendeu que no caso de estupro pode-se matar os dois fetos indesejados. Autorizou o aborto para salvar uma infeliz menina de 9 anos estuprada pelo padrasto bestializado.

Por 6 a 5 os juízes do Supremo Tribunal determinaram que se pudesse matar um embrião para fins maiores. O presidente da república, Lula Inácio da Silva, que se proclama católico, achou certo distribuir camisinhas na avenida do sambódromo e classificou de menos atualizado o bispo que condenou os católicos que mataram. Abortar é matar!

Que não digam que não sentimos nada pela menina torturada pelo padrasto tarado. O perdoador Jesus, mais do que excomungar, até manda jogar ao mar quem faz isso (Mt 18,6). Simbolismo ou não, estupro é questão de vida e morte. Mas a questão vai mais longe. Houve dois fetos mortos nessa história. Se não podemos viver sem o sentimento e sem a compaixão, não podemos também viver sem a razão. Teologia Moral não é Teologia Pragmática. Não é porque nosso sentimento nos diz que é preciso salvar a infeliz menina torturada por um tarado que, por conseguinte, é correto extrair os dois indesejados fetos. Quem faz isso, na verdade o faz por acreditar que é certo salvar a mãe-menina de um fardo cruel e que também é certo eliminar intencionalmente do ventre e do futuro duas vidas que ainda não vemos, ainda não amamos e que talvez não se desenvolvam.

Não é decisão moral: é pragmática. É o certo pelo incerto e não o correto. Correto é não eliminar um nascituro, ainda que isso traga sofrimentos terríveis pra a mãe. Incapaz de entender e decidir, decidiram para ela. Infelizmente é o que pensam muitos católicos e muitas outras igrejas. Outras haverá que aceitam o aborto porque pregam teologia pragmática, não dogmática nem moral. Cedem ao clamor do sentimento popular. Acontece que o sentimento popular, ainda que da maioria, nem sempre é correto. Linchamento ou pena de morte aos quinze anos pode ser clamor geral, mas não é correto. Não é porque a maioria quis Perón ou Fidel, ou quer Chaves que tudo o que eles fizeram passou a ser correto. A maioria pode até ter o poder constitucional de decidir determinada matéria, mas não tem o poder de decidir se algo é certo ou errado. Nem por decreto de 6 bilhões de humanos 2+20 resultará em 30. A verdade se oporá aos eleitores.

A Igreja não é nem nunca será amada por sua defesa incondicional da vida a partir do primeiro instante da concepção. No papel é bonito e até romântico, mas virá o dia em que alguém talvez precise escolher entre matar um ou dois para que um terceiro sobreviva. Naquele dia se verá se ele é católico ou não. Ou aceitará ou declarará guerra à sua igreja que, até então, resolvia seus problemas. Entre o que ele não vê e o que ele vê, provavelmente matará o que não vê. Dirá que um feto ainda não nasceu, por isso pode morrer. A mãe dele já nasceu e por isso precisa ser salva, porque entre a vítima-mãe e a vítima feto, salve-se a mãe. É aí que muitos casais começam a brigar com a Igreja. Os fetos tornam-se Ijucá-Pirama: devem morrer.

A entrevista do presidente da republica foi clara. Foi pragmático. Ele acha que os médicos fizeram certo e o bispo errou. No julgamento dele era certo tirar a vida dos dois fetos e salvar a da menina. Como nós votamos nele para presidente e não para juiz podemos e devemos discordar da sua sentença. É popular, mas admite a morte de dois seres humanos em gestação.

Então como fica? Nós, católicos que achamos que não se pode matar dois fetos, mesmo que sua mãe menina tenha sido estuprada, somos todos trogloditas e sem alma e vamos contra lei de Deus? Quem extrai os fetos acerta e faz o que Deus quer? E Deus? Onde entra ele nesta tristíssima história? Vai punir ou não vai? Porque não agiu antes? A briga com a igreja vira briga com o Deus que ela anuncia. Mas as perguntas prosseguem, polêmicas de lá e de cá. Extrair um feto é ou não é matar? E Deus deixa? No Brasil povoado de igrejas e templos, às vezes dez na mesma rua, segundo opinião dos juízes, do atual presidente e de alguns médicos pode-se matar duas vidas de alguns meses para se salvar outra de nove anos. Foi o que aconteceu. Compaixão para com a infeliz menina e nenhuma compaixão para os fetos sem rosto. Não parecendo criança, perante a lei não é criança?

Moro num pais onde é permitido negar vida para um humano que ainda não nasceu, mas que já existe, e extraí-lo em função de um ser humano que já nasceu e por isso tem mais direitos. Feto só passa a ter direitos de criança quando solta o primeiro vagido. Dentro da mãe ele ainda não tem direito à vida. Assim funciona a lei pró-aborto em muitos países. Luta-se por isto aqui também.

A essa atitude chamam de progresso. E quem acha que não se pode abortar um feto é visto como ultrapassado. Esparta e Atenas, Roma e Gengis Khan faziam isso! Então não é assim tão moderno. Por mais grave que seja o motivo, extrair dois fetos é matá-los. Entre a vida e o futuro da mãe-vítima e a vida dos filhos ainda fetos as autoridades permitiram a morte dos fetos. Não tinham culpa, mas eram indesejáveis.

O bispo excomungou quem fez o aborto. Criticam o modo como o fez. Mas a mídia só deu alguns detalhes. Não sabemos as instâncias que elo percorreu até tomar a decisão que tomou. A sociedade absolveu quem extraiu os fetos e excomungou o bispo que os defendeu. O governo e boa parte do povo fizeram uma escolha. Milhões de católicos fizeram outra. É mais um episódio da guerra dos embriões. Matar um feto não é mais pecado. Não o é para grande parte da mídia, da opinião publicas e de algumas igrejas.

No Brasil suga-se para fora do ventre e da vida mais de 1 milhão de fetos por ano. No mundo, mais de 50 milhões. Para muitos, nada disso é visto como pecado. Não consideram o feto como um ser humano. Voltamos a ser uma civilização de morte que mata para resolver problemas pessoais ou populacionais.

E nós católicos somos tachados de insensíveis, dogmáticos, não pragmáticos e ditatoriais porque não olhamos o lado da vítima. E vem a segunda acusação da mídia: o bispo nem sequer excomungou o estuprador... Aí, um outro X da questão. A Bíblia deixa claro o quanto Jesus abominava pecados como este. (Mt 18,6) Jesus que veio para que todos tenham vida! (Jo 10,10) Nós achamos que eles tinham consciência errônea. Eles acham que os errados somos nós. Deus abe quem matou e quem tentou salvar!

Pe. Zezinho, scj

Postado por Mário Carlos às 09:17 horas

OS CRISTÃOS E A SEGURANÇA

Jesus nasceu num período extremamente violento em Israel. Herodes, o Grande, (44/37 a.C a 4 d.C) era, além do grande governante que dizia ser, era também um grande assassino. Louco pelo poder, o idumeu matou sua esposa Mariamne, seus dois filhos Alexandre e Aristóbolo, sua sogra Alexandra e muitos outros desafetos. Ao morrer, afirma-se que mandou reunir num estádio a nata da cidade, com ordens de que fossem mortos. Assim, o reino choraria, senão por ele, por causa dele. Não é difícil imaginar que ele tenha mandado matar crianças.

Jesus viveu em tempos relativamente pacíficos, comparados ao que era a violência daqueles dias. Os romanos não hesitavam em arrasar cidades inteiras que se rebelassem. Um dos argumentos para massacrar Jesus foi exatamente esse. “Se suas idéias vencerem virão os romanos e ocuparão nossa terra e nosso povo.” (Jo 11,48). Alexandre Magno costumava ser crudelíssimo. Os séculos que precederam Jesus e algumas décadas depois viram barbaridades políticas e sangue em borbotões.

Os cristãos foram vítimas de violência s inauditas, mas quando chegaram ao poder, nem sempre a coibiram. Até mesmo a praticaram. Judeus, cristãos e muçulmanos precisamos todos pedir desculpas pelos irmãos que nos precederam. Mataram em nome da fé! E precisamos pedi-las, agora, pelos irmãos que, usando o nome de católicos, evangélicos, pentecostais, judeus ou muçulmanos ainda matam ou odeiam em nome da fé.

A Igreja Católica no Brasil, este ano faz coro a tudo o que já foi dito no Vaticano II, no Celam, e nos documentos dos papas que nos precederam e lança uma Campanha da Fraternidade voltada para este magno problema: educar o Brasil para o diálogo e para a paz.

Dará certo? Talvez sim, talvez não, mas seríamos culpados se não puséssemos o dedo nesta que é uma das piores chagas do Brasil: a violência urbana e rural. Os que recorrem à violência para atingirem os seus objetivos não são confiáveis. Depois atingi-los farão violência para mantê-los. Quem mata para ter mais, em geral mata para não perder o que conseguiu.

Amansemos a fera humana! Sem fé serena, sem diálogo, sem família, sem vizinhança e sem escola não deu e não dá! Sem Deus não dá!

Pe. Zezinho,scj

Postado por Mário Carlos às 09:16 horas
Segunda, 21 de julho de 2008

EM BUSCA DA TUA PAZ

Perplexos e feridos meus pensamentos e meus sentimentos mergulham no infinito mar da tua misericórdia. É tua paz que eu procuro: paz que o mundo não sabe nem tem para me dar. O mundo me dá conforto, sucesso, prazeres, dinheiro e algum tipo de vitória e de sorriso, se eu me sujeitar às suas leis e às regras do seu jogo nem sempre honesto e decente. Mas, paz, ele mais tira do que dá.

Mergulho até onde meu coração agüenta e sabe ir. Comigo, um milhão de perguntas não respondidas. Que paz eu tenho? Que paz eu quero? Que paz eu transmito? Que tipo de paz estou vivendo?...

Procuro vislumbrar-te como Javé, aquele que é quem é, o ser primeiro, o ser essencial, o incomparável, o inigualável, o inacessível, o inescrutável, o santo, o inatingível. E tu te revelas Shekinah, o que se manifesta, aquele que vem nos ver , monta sua tenda entre nós , o que dialoga, o que se aproxima, o que abre o diálogo.

Tendo traduzir isto em palavras e dou de cara com os conceitos de fraternidade, partilha, santidade, justiça, misericórdia e perdão. Não é possível crer em ti e proclamar-te Criador se a gente não acredita na tua obra. Sem igualdade, direitos humanos, valores humanos, justiça para todos, perdão e misericórdia para quem os busca , pão repartido e sem um profundo respeito pela sacralidade de cada vida e cada pessoa que passou e passa por este mundo não se pode falar de paz. Se o outro não for sagrado, se eu não for capaz de ver valor e beleza nos outros humanos então não experimentarei o dom da paz. Ela vem de um grande outro e passa necessariamente pelo outro. Sem os outros não vai haver paz na terra.

Desde o primeiro dia em que o ser humano deixou de ser sagrado a história registrou isto que hoje nos assusta. Acabou o paraíso. Sangue por toda a parte, armas em todos os cantos , setas em qualquer aljava, facas em qualquer cintura, bombas que matam milhões, metralhadoras que matam dezenas, corrida armamentistas, crimes horrendos, armas atômicas, armas químicas, venenos letais, drogas traiçoeiras, população armada até os dentes ou tremendo de medo , bandidos organizados em facções poderosíssimas, donos de arsenais assustadores, rindo na cara das autoridades e o cidadão comum, crime dos governos, crimes dos marginais, a morte institucionalizada e internacionalizada, dada como espetáculo nos filmes e na televisão, cabeças e corpos que explodem, lanchas e aviões em fogo , ódio nos rostos , crianças brincando de matar-se, filmes de terror, gente com medo de sair à rua, grades e câmeras por todo o canto, vigias eletrônicos, carros blindados, armas que matam cada dia com mais precisão, medo de viver, medo de morrer, medo de amar, medo de falar, medo de ir, medo de vir, medo de crer , medo de expressar-se. Ninguém viu, ninguém reage, ninguém fala.

Milhões de matrimônios desfeitos, crianças a esperar as visita do pai ou da mãe no fim de semana, porque o pai tem outra e a mãe tem outro. Não dá de ficar juntos. Individualismo exacerbado. Primazia do eu sobre o nós. Egolatria. Desrespeito às leis, gente tratada como lixo, velhos e crianças abandonadas, fetos extraídos de um ventre com a mesma tranqüilidade com que se extrai um tumor indesejável e maligno, religião usada para se chegar ao poder econômico e político, dinheiro,prazer e poder a qualquer preço,mentira institucionalizada, sexo, cultura, corpos e fé vulgarizados.Vale qualquer coisa para se chegar à fama, ao dinheiro e ao poder nem que seja despindo-se diante de milhões ou aceitando a uma jaula virtual cercada de câmeras para deleite do big brother que não é ninguém e é todo mundo . Todo mundo quer o direito de ver qualquer coisa e há quem queira o direito de mostrar, não importa quais as conseqüências. Nada é mais importante do que aquele dinheiro, aquele emprego, aquela carreira, aquele pedestal, aquela igreja,aquela tribuna e aquele palanque. Tu, Deus, ficaste pequeno para eles. Tiraram o D e o S de teu nome e adoram o que sobrou.

Cheio de pequenos deuses da mídia,da fé, do dinheiro, dos esportes, do espetáculo o mundo criou religiões e adoradores da eficácia , do imediatismo, do resultado e do sucesso, que inventam seus milagres , suas palavras , seus profetas, seus evangelistas, seus dogmas e sua própria moral. E para que tudo dê certo, não hesitam em sacrificar a pessoa e sujeitá-la às leis do mercado que passa a ser o dogma mais inquestionável de um mundo que se rege pelo lucro e pela mais valia.

O primeiro dos dogmas é: Quero todos os meus direitos e não aceito deveres difíceis de cumprir. Não mexa com meu trono de indivíduo. Não me reprima porque não aceito limites para meus sonhos. Nasci para vencer e, se alguém tem que ser derrotado, que este alguém seja um outro, não eu, que seja uma outra igreja não a minha, um outro time ,não o meu ,um outro banco, uma outra pessoa. Deus me fez um vencedor e eu vencerei custe o que custar para mime para os outros, principalmente para os outros. Criamos indivíduos enchentes, patrolas e tratores , dos que levam tudo o que está pela frente e vivem a vida ou até a sua fé como ato permanente de guerra.

Pessoas sem quase nenhuma mensagem a dar apossam-se dos meios de comunicação e até de púlpitos e enchem o povo de anti mensagens. Não admira que haja guerras causadas por religiosos. PÚLPITOS agressivos, palcos agressivos, tribunas agressivas, câmeras agressivas transformaram o mundo em campo de batalha e de conquista de novos adeptos, novos espectadores,novos ouvintes e novos fregueses. Para chegar a eles vale a mentira, a meia verdade , os índices de audiência, os truques, a fábrica de ídolos, a industria do sexo, da diversão, do prazer e de novas casa de salvação pessoal, a industria da droga, industria do espetáculo, invasão e evasão da privacidade, gente desesperada em busca de fama, dinheiro e poder.

Violência transformada em espetáculo, câmeras indiscretas invadindo a casa e a vida dos outros, pessoas procurando expor-separa ganhar fama e dinheiro... Gente com câmera na mão, procurando o direito de mostrar tudo, em busca da imagem querendo o direito de mostrar qualquer imagem não importa quem esteja do lado de lá. Inversão de valores, pregadores do nada. Juros lucros internacionalizados, dinheiro internacionalizado, trabalho internacionalizado, desemprego internacionalizado. Nossas ordens e comandos que costumavam vir de dentro agora vêem de fora. Um país do mundo se arroga o direito de ser polícia mundial, e impor seus projetos porque tem todo poder, os poucos outros países lhe dão subsídio e 95% dos países do mundo ficam a margem das decisões porque não tem dinheiro nem poder bélico. Os pobres cada dia mais marginalizados, a fome cada dia mais aguda e milhões condenados a morrer,na porque não existe comida, mas porque existe quem decide para onde vai o alimento, não porque não existe o dinheiro mas porque poucos decidem para onde vai o empréstimos e nunca na mão do pobre que precisa dele; empresta-se dinheiro para quem já tem e pode pagar; deixa-se morrer povos inteiros como ratos porque não é do interesse político salvar aquele povo; políticas cruéis impedem que o remédio chegue aos que morrem lentamente de aids ou outras enfermidades.

Superexposição da nudez da mulher, a banalização sexo, banalização da arte, banalização da fé. Os sérios comprometidos com o social são desmoralizados, principalmente porque ousam criticar os sistemas que se apossar do governo do mundo. Para não falar de religiões e religiosos que se associam a este poder, porque acreditam que só com dinheiro poderão anunciar o seu Deus.já não sabem mais se adoram a Deus ou dinheiro que se consegue nos cultos. O dinheiro tem se tornado o dono e o padrão do mundo. E é por causa dele, que vemos o crescimento de todas as indústrias de tóxicos, de armas, de sexo, de diversão e de mortes encomendadas.

Viver tornou-se uma aventura perigosa na maioria dos países do mundo. Já tivemos muito mais paz, já vivemos muito mais em paz e já acreditamos muito mais no valor da pessoa humana. Houve o tempo Senhor,em que vizinhos eram fraternos, as pessoas se preocupavam umas com as outras, não havia cercas nem muros nem vigias eletrônicos, não era preciso, não havia tantos ladrões. Mesmo os pobres, eram mais ajudados e não caíam no crime. Aceitava-se a pobreza, porque havia uma certa dignidade na pobreza. A medida que ricos ficaram mais ricos e os pobres ajudou-se menos, fecharam-se nos seus juros e correção monetárias, nos seus shopings e supermercados e foram morar lá em cima! E o pobre não teve nem chance de passar na sua porta para pedir um pedaço de pão ou uma ajuda. Isolou-se o rico do pobre, foram morar em grandes vilas onde o pobre não entra nem para pedir esmola. Continuaram a pagar bem pouco para seus funcionários trabalhadores. E enquanto faziam cada dia mais dinheiro, pagavam cada vez menos. Os filhos dos pobres começaram a ir para as ruas, até porque ficava insustentável morar naqueles cubículos miseráveis, para onde foram empurrados, na rua aprenderam a se defender como ratos de porão apareceu o traficante que potencializou seu desespero e sua revolta e droga ajudou a fazer mais bandidos e mais pessoas raivosas e alienadas. Os sem nada começaram a se organizar para tirar um pouco ou muito dos com tudo, e os com tudo recorram a polícia ao invés de compreender que precisavam recorrer a mais empregos da e a distribuição de pelos menos parte de seus bens. O verbo repartir tem sido substituído pelos verbos proibir. Criamos um estado policial enquanto que, os revoltados criaram seu estado policial paralelo. Teimamos em acreditar que as armas e a violência do estado ou dos poderosos controlaria a revolta ou a violência dos povos machucados a violência do de mais, chamou a violência do de menos, hoje as guerras não são nem mais ideológicas, é a guerra de quem não tem contra quem tem, e a guerra de defesa de quem tem contra quem não tem e quer mais. É assim com os povos ricos que não deixam os povos pobres subirem e assim com as pessoas ricas que não sabem o que fazer em favor dos pobres. As religiões ontem tinham mais poder e capacidade de defender o pobre, algumas delas até abandonaram isso, aliaram-se aos ricos. Seus projetos também, são de mais dinheiro e mais poder, sobraram muitos religiosos idealistas que ainda acreditam em viver pelo pobre, defender o pobre e lutar pela justiça social. Mas essa palavra está ficando feia Senhor, defender direitos humanos hoje tornou-se super perigoso, porque esta confundido com a defesa dos direitos do violento. Uma sociedade poderosa que detém meios de informação joga no ar calúnias e críticas contra religiosos ou políticos idealistas que ousam defender o direito dos pobres, o direito do acesso a cultura, o direito do acesso a terra. Qualquer gesto em defesa de quem precisa de um pouco de terra, qualquer gesto em defesa de quem precisa de um pouco de pão ou de um lugar para morar, de repente aparece nos meios de comunicação e a até seria como um disfarce como aliar-se a baderna e a violência. Acontece que as instituições da maneira como são geridas não favorecem o pobre e não favorece os com fome.

O dinheiro sem coração apossou-se do mundo e trabalho perdeu seu valor, a pessoa humana perdeu seu significado. Somos um mundo estéril. Produzindo idéias estéreas em favor de dinheiro histérico, o que dá hoje também uma pobreza revoltada histérica, e um nascimento de um fanatismo religioso e político também histéricos e com ganas de matar e destruir.

Parecemos aqueles loucos famintos que disputa a presa e um deles certamente vai comer quietinho no seu canto, enquanto outros o protegem contra a matilha mais fraca. Quem pede sua parte se protege de todas as maneiras, mas repartir ele não reparte e se duvidar vai tirar ainda o pouco que o outro conseguiu. Parecendo lobos e cães isfomedados disputando os bens do mundo, cada qual no seu canto mordendo-nos, incapazes de consenso e diálogo. Até porque há sempre alguém que rompe o diálogo e o consenso e dá um jeito de fazer como ele quer. Afinal, tem as armas, o poder e a economia do seu lado. Que vai impedi-lo de conseguir o que ele quer? É a lei do cão, a lei do mais forte.

Postado por Mário Carlos às 11:41 horas
Segunda, 23 de junho de 2008

Palavra de Padre

Aos que oram por mim

Entendo a oração dos outros como fundamental para que a nossa se revista de sentido. Orar sozinho é como visitar sozinho a casa dos pais. É bom, mas fica bem melhor quando os irmão se reúnem.

Sei de muita gente que ora mais por mim do que eu por mim mesmo. É uma bonita vocação, essa de orar por alguém e participar da missão dessa pessoa. Tenho muitos companheiros e muitas companheiras de apostolado. Vão lá comigo, ao menos em preces. E sem elas, de nada adiantaria eu ir . Costumo dizer às clarissas e às carmelitas, que visito com freqüência, que elas são sentinelas avançadas da Igreja. Não consigo imaginar nosso trabalho sem o suporte das orações de quem contempla. Nós, que vamos lá, precisamos de quem fica e, à maneira de Maria, guarda essas coisas no coração. ( Lc 2,19)

Imagino que a maioria dos comunicadores assinaria estas linhas... Comunicar Deus aos outros é uma enorme responsabilidade. Sem oração, não dá! Mas às vezes a gente não é tão bom para falar com Deus quanto para falar sobre Deus. Aí entram os que sabem falar com ele, mais do que os que sabem falar dele. Por isso, este poema! Acho que as pessoas adivinham.

Devem intuir que, em nosso tipo de trabalho, a pessoa precisa ser de Deus. Como gostam do que dizemos, cantamos e escrevemos, não são poucos os que oram pornôs que aparecemos mais. Acontece muito comigo. É freqüente receber cartas e mensagens deles. “Oro todos os dias por você”.

Deus, na sua misericórdia, vendo que, por mim mesmo eu não chego lá, suscita essas pessoas santas e boas, que acreditam no poder da oração e elas assumem a tarefa de orar por mim, para que eu profetize certo.

Minha mãe orou a vida inteira por mim, meu pai ofereceu suas dores pelo filho que sonhava ser padre, gente que eu nunca vi, já ofereceu vida e trabalhos por mim. Gostam de minha profecia e sabem que eu preciso de ajuda. Então, elas profetizam comigo, dando suporte ao meu trabalho com suas orações.

Fazem como Moisés, que orava pelos que lutavam. Quando Moisés se cansava e baixava os braços, seus guerreiros perdiam, quando ele os elevava, seus guerreiros avançavam. Finalmente, seguraram o braço de Moisés para que os lutadores não perdessem mais.

Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. (Êxodo 17:12 RA)

Você faz parte dos que dizem que oram por mim. Peço encarecidamente que nunca deixe de fazê-lo. Não imagina o quanto eu preciso para enfrentar, primeiro os meus defeitos e pecados, depois a responsabilidade de falar às multidões com sabedoria que não tenho; finalmente, o sofrimento que é enfrentar incompreensões que surgem a todo o momento.

Tenho muito perdão a pedir. Não acertei e não acerto sempre e sei que não acertarei em tudo. Preciso ser melhor como pessoa e como sacerdote. Por isso, continuem orando por mim. Há os que já ofendi e não consegui nunca ajudar como devo e que confiei a Deus, pedindo a ele que cure as suas feridas. Há os que não ajudei como devia e o quanto devia, e há, finalmente, os que eu poderia ter levado para mais perto de Jesus e não o fiz como devia.

Não tive sempre a palavra certa, do jeito certo e na hora certa. Não fiz o gesto certo, do jeito certo e na hora certa. Quero realmente servir a Deus com muito mais humildade e paz. Por isso, grato por sua palavra e promessa de orar por mim. Eu preciso! Terei que dividir com você qualquer prêmio que um dia ganhar no céu. E pode ter certeza que vou ficar com a menor parte. A parte maior será de quem orou mais do que eu. Se não fossem vocês, eu teria errado muito mais do que já errei. Peçam a Deus que me converta e me torne santo, nem que eu não lho peça. Conto com suas orações.

Pe. Zezinho, scj

Postado por Mário Carlos às 09:45 horas
Quarta, 28 de maio de 2008

PRÓ E CONTRA O EMBRIÃO HUMANO

Quando o noticiário das 8h mostrou duzentas pessoas se abraçando em defesa dos enfermos com doenças degenerativas, mas não mostrou 10 mil da semana anterior orando e discursando em defesa do embrião; quando mostrou o doente na cadeira de rodas pedindo a liberação do uso das células tronco de embriões, mas não mostrou o embrião sacrificado; quando outra vez mostrou as lágrimas de uma senhora que pedia em nome do seu filho enfermo o direito á pesquisa na qual o embrião humano morre, e, a seguir, apenas falou dos bispos reunidos que condenam tais experiências, mas não entrevistou nenhum deles, aquela mídia prestou um desserviço: salientou a dor de quem quer a busca de uma solução para os seus enfermos, mas não mostrou a palavra de quem também quer a busca de uma solução para os enfermos, mas não à custa da morte de um embrião humano.

Quem editou a reportagem deixou claro de que lado estava: não foi imparcial. Assim, os que buscam um caminho de solução para os seus enfermos, ainda que causando a morte de embriões, parecem vítimas inocentes, enquanto os que também querem soluções, mas não com a morte de embriões humanos parecem algozes, insensíveis e maus. Falam de nós como se também não tivéssemos enfermos em algumas de nossas casas.

Eles são as vítimas porque procuram ajudar algum doente adulto, mas admitindo a morte de uma vida humana menor do que uma unha, enquanto nós parecemos carrascos porque propomos outras maneiras de pesquisar com células-tronco, sem eliminar uma vida. Somos apontados como cruéis porque defendemos a vida do pequeníssimo ser humano já concebido.

Apontam-nos como culpados por defender uma vida menor do que uma cabeça de alfinete ou uma unha, mas vida humana; culpados por querer outra solução na utilização das células-tronco, solução que já se vai descobrindo, culpados por não ceder na defesa da vida humana já concebida e do óvulo humano já fertilizado. Culpam-nos por imaginar este ser crescido e adulto a agradecer os juizes, os congressistas, os médicos, os pais e os religiosos que lutaram por ele, quando ele era apenas um ser nos primeiros dias de formação, mas alguns já queriam sua morte para que outros vivessem.

Culpem todos religiosos de todas as igrejas que acreditam na alma, no embrião, no feto e no futuro. É isso o que supostamente uma religião deve fazer. Nós não culpamos quem quer uma solução rápida para os seus enfermos, mas achamos que não se pode seguir pelo caminho da morte do embrião. Se o enfermo tem o direito às pesquisas, o embrião humano tem o direito à vida e ao futuro.

Quanto ao embrião que não teria futuro, porque foi congelado, eles querem livre acesso a ele. E nós dizemos que se o querem é porque tem vida. Se ele tem que morrer, então somos contra. Então nos brindam com adjetivos nada agradáveis. Nós que também temos enfermos, eu que tive pai e parentes com doença degenerativa, talvez não mereçamos tais adjetivos.

Se eles são apenas seres humanos cheios de compaixão, que desejam vida melhor para os seus enfermos, nós também temos compaixão dos enfermos deles e dos nossos, porque também temos hospitais e somos milhares que vão lá minorar as dores alheias. Acontece que a nossa compaixão também se estende ao embrião que ainda não fala, mas pode falar daqui a dois anos!

Aplica-se a compaixão para com quem não anda ou não viveria muito tempo sem as pesquisas e as possíveis soluções do uso do embrião, e não se mostra nenhuma compaixão para com o embrião que pode ser alguém como nós? Falam do embrião marginal, o que nunca será um ser humano porque os pais não o querem e seu óvulo fertilizado que virou embrião está guardado numa clínica. Querem o direito de usá-lo. Seguindo a lógica, o que farão com os anciãos de asilos nos últimos dias de vida e com os pobres que dormem debaixo de viadutos? Parece que também ninguém os quer... Não quererão também usá-los para pesquisa, já que foram abandonados ali? Estamos falando de cura ou de eugenia? O ser humano tido como inferior deve ajudar o ser humano superior ferido? É assim que se faz uma sociedade sadia? São perguntas incômodas nascidas da guerra pró e contra o uso do embrião humano! Mas precisam ser feitas!

Postado por Mário Carlos às 08:49 horas
Segunda, 12 de maio de 2008

SAL DA TERRA

Se o sal perder sua força já não é mais sal.

Quando Jesus chamou seus discípulos de sal da terra e luz do mundo estava propondo que suas vidas dessem tempero, preservassem o mundo e que sua luz tirasse as pessoas das trevas. Bonito na teoria. Difícil na pratica. Não há como negar que o cristão é uma pessoa escolhida e privilegiada. Mas isto implica em responsabilidade enorme. Que nosso sal não machuque e nossa luz não cegue ninguém.

Postado por Mário Carlos às 10:01 horas
Sexta, 02 de maio de 2008

E DEPOIS QUE A GENTE MORRE?

Quando o autor escreveu que Jesus prometeu o paraíso naquele mesmo dia ao ladrão arrependido, que a tradição afirma ser São Dimas, após a súplica do mesmo, de qual paraíso Jesus estava falando? ( Lc 23,43) Era c[eu ou o paraíso do repouso e do sono at[e sua segunda vinda? Não estava prometendo o céu naquele mesmo dia?

Estava ou não estava levando o pecador arrependido para o céu? Ou Jesus apenas prometeu milhões de anos de sono até o dia em que ele voltasse ? Você é dos que pensam que aquele ladrão arrependido foi parcialmente salvo há 2.000 anos atrás, mas 20 séculos depois ainda não entrou no céu? O sangue de Jesus tem ou não tem poder? Se pode ressuscitar pessoas ali mesmo não pode levar uma pessoa para o céu ? Quantas passagens bíblicas precisamos chamar em socorro dessa doutrina para explicar que Jesus ainda não levou ninguém para o céu porque todos estão esperando sua segunda vinda?

A mãe de Jesus, Maria, toda pura e cheia de graça, morreu, mas ainda não viu o seu Filho no céu porque está dormindo à espera da segunda vinda do Filho que ela gerou? Jesus ainda não a levou? É isso o que você ensina? Os santos dos católicos e dos evangélicos que amaram intensamente o próximo e viveram em Jesus ainda não ganharam o céu? Quantos séculos é preciso esperar, em termos de hoje, para entrar no céu?

Santo, profeta e pregador daqui pode mais do que o santo que já morreu no corpo e agora está vivo numa outra dimensão do existir? Pregador daqui tem mais poder de intercessão que santo salvo por Jesus? A morte de um santo diminui ou aumenta os seu poder de intercessão? Morrer é dormir ou é mais do que isso?

Levamos os textos que falam da morte, da vida eterna e do céu! Escolhamos com qual deles queremos viver.

1. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. (I Coríntios 15 : 52)

2. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (I Tessalonicenses 4 : 16)

3. DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (Apocalipse 4 : 1)

4. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: (Mateus 22 : 31)

5. Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. (Mateus 22 : 32)

6. E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos. (Marcos 9 : 10)

7. Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. (Marcos 12 : 25)

8. Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito. (Marcos 12 : 27)

9. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito. (João 2 : 22)

10. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. (Romanos 8 : 11)

Se os santos estão dormindo então como explicar a narrativa do Tabor onde apareceram falando com Jesus, Moisés e Elias que tinham morrido muitos séculos antes ? Acordaram e voltaram a dormir ou quem já morreu na terra vive no céu de outra forma. O autor não diz que estavam dormindo!

Na verdade, nem a pessoa morre. Apenas o seu corpo perde a vida. Nem a pessoa vai lá para cima, porque o céu não está lá em cima, está em toda parte. Vamos, sim, para uma vida superior à que vivemos aqui no corpo. Também não se vai para um lugar, porque o céu não é lugar, mas um jeito de ser e de existir em Deus. E Deus não ocupa lugar.

“Ir para”, “estar em”, “viver com”, “viver em”, “existir em”, “transformar-se em”, são expressões à espera de explicação. Para isso, existe o Catecismo da Igreja católica (CIC), um livro que acentua e esclarece nossas principais doutrinas.

Por sua vez, o catecismo também supõe a existência de manuais e livros de Dogma, Moral e História da Igreja, que expliquem ainda melhor aqueles pontos de doutrina.

Sem isso, fiéis e até pregadores despreparados continuarão falando da morte, do céu, do inferno, de lugar lá em cima, lugar de fogo lá embaixo, de almas queimando no purgatório, de anjos levando a alma para além das nuvens. São linguagens insuficientes que precisam ser corrigidas.

Aquele diácono que poeticamente disse no enterro: “ A alma de nossa irmã voou para o céu por entre coros de anjos”; “Deus colocou sobre ela uma coroa de louros”; “Nossa irmã morreu, mas nascerá de novo no céu”; “Um dia ela voltará quando Deus chamar a um novo nascimento”, demonstrava não ter lido, nem estudado, nem aprendido a doutrina católica. Errou ao não explicar as frases que disse .

O bispo que o ordenou deveria mandá-lo reciclar-se. Nem todas as expressões bíblicas devem ser repetidas como estão no livro santo. Por siso existem os catecismos. Religião evolui. Já não se fala de asas de anjos, nem de morar nas nuvens. Uma coisa é dizer que nossa vida é passageira como nuvem e que vamos para além daqui, e outro é dizer que moraremos além das nuvens.

O conceito de vida eterna é muito mais profundo e abrangente e diga-se de passagem, filosófico e teológico.

Ascender é subir. Dizemos que Jesus ascendeu ao céu, por que entendemos que o céu é um plano superior ao existir aqui. Dizemos que algumas verdades são transcendentes porque vão mais longe do que qualquer possível explicação humana. Estão acima da nossa compreensão ou lógica. Dizemos que a alma transcende ao corpo porque o corpo fica, mas a pessoa prossegue. Por isso, falamos em transcendência É algo maior do que o nosso espaço e o nosso tempo.

Quando falamos imanente, do latim in-manere, lembramos uma doutrina católica que escudada no Antigo Testamento afirma que Deus fez e faz “Shekinah”, montou tenda, veio morar aqui, visitou-nos, aqui esteve e está. Se Ele está em toda a parte porque abrange tudo, está aqui também. Jamais chegaríamos a Ele se Ele não se curvasse a nós, como faz o pai ao se aproximar do seu filho e depois elevá-lo no colo. Conseguiríamos ir mais alto porque o transcendente que se fez imanente, se inclinou, trouxe-nos verdades e nos educou e elevou. E-ducere do latim de onde vem o verbo educar significa tirar de onde estamos para nos levar a situação melhor. De lá do seu colo, de um plano espiritual mais alto, vemos melhor as coisas. O que transcende, vem e fica entre nós ( imanente), nos educa e eleva para entendermos o que por nós mesmos jamais descobriríamos.

Deus está no nosso antes, no nosso durante e estará no nosso depois. Esteve no nosso passado, está no presente e nos chama do futuro que Ele também é, porque sendo eterno Ele é de ontem, de hoje e de sempre.

Postado por Mário Carlos às 08:31 horas
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Comentários e Recados

Cido Miguel em 07/11/2009Penápolis · SP

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BETO ALMEIDA em 07/11/2009Goiânia · GO

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PAZ . Fique com DEUS.

John Carcará em 06/11/2009Jitaúna · BA

Olá,sou evangélico, fã desde criança,de suas cançãoes.Obrigado por colocar músicas lindas para ouvirmos.

BRUNO CÉZAR E RODRIGO em 05/11/2009Curitiba · PR

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