
Path To Glory é uma banda de Rock cristão formada em 19 de Julho de 2009. A Banda procura fazer melodias que agradem a todos os ouvintes e letras bem trabalhadas, que passem a mensagem que a banda deseja.
leia o release completoBastidores De Antes Do Show de Estréia

Path To Glory - A Cada Rua ( Acústico )

Segunda-feira, aulas acabaram, vestibular passou. Ainda faltava alguma coisa para me sentir tranqüilo? Sim, faltava o mais importante: O festival de bandas do colégio. Para muitos, uma coisa qualquer. Para alguns, uma diversão. Para mim ... Um objetivo.
Nos quatro meses anteriores não ensaiamos nenhuma vez sequer, não havia tempo, só tínhamos as noites livres e alguns fins de semana. O último ano do colégio, o cursinho para o vestibular, eram tantas coisas em nossas cabeças que nada parecia estar no lugar. Uma sensação de confusão, medo e preocupação inexplicável.
Agora, finalmente, nossas vidas recomeçavam. Pensar que poderíamos dormir a tarde, ir para um parque qualquer e tocar violão, parecia mentira. Precisávamos ensaiar, tínhamos muitas músicas novas e uma semana era o nosso tempo até o grande dia. Como toda banda, queríamos um segundo guitarrista, eu, principalmente. Digamos que eu queria “trabalhar menos”, ia ser mais tranqüilo ter alguém para tocar enquanto eu podia livremente assumir os vocais. Quantas vezes falei e com quantos amigos, nunca pensei ser tão difícil arranjar um quarto integrante. Contratempos, empecilhos, infinitas coisas que nos impediam de conseguir alguém para “ajudar”. Enfim, conseguimos alguém. Amigo, que toca bem, e disposto a entrar no palco com agente. Não sei porque, mais algo dizia que deveríamos tocar apenas nós três: Eu, Funchal(Baixo) e Lucas(Bateria). O que fazer agora ? Como eu iria dizer para o meu amigo que ele não ia mais poder tocar conosco no show ? Parecia que eu havia entrado em um buraco e não conseguia sair. Um tanto quanto estranho.
Parece mentira mas no mesmo dia que eu havia tomado a decisão sobre a formação da banda, o Eduardo aparece dizendo que teria compromissos para o dia do show e que seria inviável se apresentar com a nossa banda, não que ele tenha falado exatamente desta maneira.
Faltavam apenas três ensaios, oito músicas para ensaiar e aperfeiçoar. Parece difícil, não digo que foi fácil, mas conseguimos e os dois primeiros ensaios foram perfeitos. Tivemos tempo até para comer os deliciosos bolinhos de chocolate da mãe do Lucas, em tudo é sempre necessário uma pausinha para o lanche. Domingo era o nosso último dia de ensaio, mas não poderíamos ir na casa do Lucas. Tínhamos que procurar um estúdio no centro da cidade que abrisse aos domingos para que pudéssemos passar as músicas. Comecei a pesquisar. Após algumas ligações e algumas páginas visitadas na internet, encontrei um. quinze reais a hora, local fácil de achar, vamos para esse mesmo. Acertamos tudo, até convidei algumas amigas para assistir o ensaio. Chegamos ao local, em minha mente era um estúdio bonito, grande, enfim, era horrível. Menor que a garagem do Lucas, fedido e Bem estranho. O primeiro pensamento que me veio à cabeça: “As meninas vão me matar”. Descobri o significado da palavra vergonha. Até que elas não reclamaram muito, não que eu tenha visto. Vendo pelo lado positivo, ensaiamos, passamos as músicas e nos divertimos um pouco com a bateria de “durex”.
Apenas mais um dia, pouco mais de vinte quatro horas nos separavam do momento mais esperado do ano por nós. Cada um foi para a sua casa e eu me sentia estranho, algo me incomodava, não sei explicar o que era. Eu deveria estar empolgado, emocionado, algre, não sei, não sentia nada disso. Não lembro o que fiz no resto do dia, mas lembro que a noite recebi uma informação não muito agradável. Me disseram que até o presente momento, os organizadores do festival não haviam alugado uma bateria. Minha barriga gelou no exato momento e eu fiquei em estado de choque. Como iríamos tocar sem uma bateria ? Eu já não sabia o que fazer, me sobrava apenas um opção: Orar e dormir.
Chegou o grande dia. Acordei cedo, tomei meu café da manhã, mesmo sem fome pois a preocupação era o único sentimento que eu notava em mim mesmo. Arrumei todo o equipamento necessário e fiquei aguardando o Funchal e seu pai chegarem para me buscar.
Ouvi a buzina, abri a porta e mesmo desanimado tentei passar um ar de confiança para o meu amigo que nem imaginava a possibilidade de não haver bateria. Dentro do carro e em direção ao colégio, estava eu olhando para a janela e pensando como eu ia ficar feliz se chegasse lá e lá estivessem os tambores e tudo mais. Passamos em uma lojinha para comprar pilhas para meu pedal de guitarra, algo que eu deveria ter feito no dia anterior e então chegamos ao colégio. Desembarcamos os equipamentos todos e fomos até o portão. Quando vi, não acreditei. Lá estava a bateria, e o equipamento de som era mil vezes melhor do que eu havia imaginado. Meu astral mudou repentinamente do “desanimado e desmotivado” para o “super empolgado e afim de mandar muito“.
Como tínhamos muito mais equipamentos para carregar que as outras bandas, tivemos a brilhante idéia de pedir a chave de uma sala do colégio para guardar nossos instrumentos. E O melhor, o laboratório de informática, com ar condicionado e internet. Parecia mágica. Porém, algo ainda me preocupava, nós iríamos tocar uma música acústica e para essa eu precisava de um violão. Pedi a um amigo meu, e ele ainda não havia chegado. Ainda bem que passados alguns minutos, o violão já estava em minhas mãos e agora tudo estava perfeito.
Descemos para a área do show e fiquei assistindo as outras bandas tocarem. Estavam tocando muito bem, e covers de bandas como Metallica, Led Zeppelin estavam impecáveis. A essas horas eu já estava em dúvida se passaria ou não para a segunda fase do festival, para qual três bandas, apenas, se classificariam. Eu não havia almoçado, meu estômago misturava fome com enjoou. Decidi sair um pouco e comer. Não consegui comer muito e voltei. O Calor e a fome já estavam me deixando tonto, e ainda não havíamos tocado. Subimos mais uma vez então para nosso “camarim”.
Finalmente, a nossa banda era a próxima a tocar, faltava fazer uma coisa ainda. Orar e pedir para que Deus nos enviasse um quarto integrante no momento em que estivéssemos tocando. Oramos e, para mim pelo menos, era como uma oração antes da batalha, guerreiros treinados indo em direção ao objetivo. Uma sensação diferente de tudo. Pegamos os instrumentos, e agora era a nossa vez.
Era tão estranho saber que todas as outras bandas tocaram músicas conhecidas, músicas de bandas famosas, e que nós iríamos tocar as músicas que eu compus naqueles últimos meses. O Jurado me olhava com um semblante diferente dos demais. Parecia que eu era seu filho, não sei explicar. Arrumamos nosso palco e era chegado o momento. A estréia da banda Path To Glory. Por mais tonto que eu estivesse, eu tinha que me manter em pé e tocar, nosso show foi perfeito, se tivemos algum erro no palco eu não consigo me recordar. Um sentimento de dever cumprido começava a fluir. Ainda precisávamos passar para a segunda fase, e como eu queria que isso acontecesse.
Mais algumas horas de espera e então foi anunciado. Havíamos ficado em segundo lugar na primeira fase, porém, a banda primeira colocada não estava mais lá, já haviam ido embora. Um sentimento de felicidade emanava tão forte em meu coração que eu nem conseguia expressar. Estávamos a um passo da vitória.
Éramos a última banda a se apresentar na segunda fase, e quando tocamos só restavam alguns 10 amigos da banda para nos assistir. Novamente tudo saiu perfeito, aquele mal estar de antes já sumira e eu já me sentia um vencedor só por estar pisando naquele palco outra vez. Notas definidas, músicas apresentadas e agora era o momento final. O terceiro lugar ia ser anunciado. Quando ouvi que não era o nome da nossa banda já comecei a sentir uma felicidade imensa por dentro. E então o segundo lugar, que no caso já definiria o primeiro automaticamente. Fizeram um certo suspense e pensei que íamos acabar ficando em segundo, pelas palavras que disseram.
“A Banda que era para ficar em primeiro mas ficou em segundo lugar ... Foi a banda do Cabelo“. Antes que fiquem em dúvida, esse não é meu apelido e por isso mesmo virei um maluco, saí gritando e pulando por todo lado, parecia um sonho, eu não conseguia acreditar que finalmente meu objetivo havia sido cumprido.
Na verdade ainda não consigo acreditar. Ainda estou perplexo. Só quero me lembrar desse momento, e nunca mais esquecer, porque foi um dos dias mais perfeitos da minha vida. O quarto integrante estava realmente presente.
por Jonathan Wolter.
Postado por Path To GloryPARABÉNS PELO TRABALHO, GOSTEI DAS MÚSICAS, DESEJO SUCESSO .. BJSS( NAJARA LHEANDER)
Cascavel . PR