"O Javaroots é daquelas bandas que não faz muito alarde. Ela trabalha em silêncio e vai demarcando seu espaço com estacas seguras aqui e ali". Rose Frizzera, Jornal A Tribuna, Vitória, 21 de agosto de 2002.
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À vida: uma vez mais!
*Por Julio Caldeira e Google da Silva
“Os tempos idos, nunca esquecidos, trazem saudades ao recordar”, já cantarolavam Cartola, Carlos Cachaça, Dona Zica e vários amigos na rua da Carioca, número 53, no Centro do Rio de Janeiro, em meados dos anos sessenta, quase que parafraseando a hipótese do “Eterno Retorno” do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Aquela em que os pólos se alteram nas vivências numa perpétua repetição - essa relação pessoal com a criação e a destruição, a alegria e a tristeza, a saúde e a doença, o bem e o mal, o belo e o feio, a dialética da existência, o ser, o não ser e o devir. Essas coisas que as mudanças fazem com o que há de mais humano: a vida na concepção humana.
O movimento do ciclo que se fecha e continuamente retorna; esse efeito borboleta; essa água de rio que é e não é a mesma, pois nem nós nem seu fluxo o somos mais; esses tempos idos; essa coisa que arremata o corpo em pura tensão chamada saudade; tudo isso, são nuances variados de uma mesma realidade: essa a que compartilhamos.
No início da semana, nas redes sociais, apareceu uma informação que balançou as estuturas dos órfãos da música capixaba, foi o anúncio do show que marcará o reencontro de uma das bandas mais importantes da história do Espírito Santo, amém, o Java Roots.
Assim que o primeiro integrante da banda postou a notícia, a histeria coletiva se iniciou. Foram dezenas de compatilhamento em menos de dez minutos, fora os comentários e a febre preguiçosa da “curtição” – aquele botanzinho “curtir” do alfacebook.
Ainda não se sabe se essa espécie de antropofagia é por conta da fome dos capixabas desnutridos por escassez de cultura, ou se o alimento é realmente bom. De fato, estava hápto ao consumo no passado, isso é inegável, mas e agora, será que ainda está no prazo de validade? Ou o Java Roots é um tipo de vinho que, quanto mais envelhecido, melhor será o trago? Não tem como conjecturar, a não ser vendo-os atuando novamente nos palcos. Afinal, segundo Friedrich Nietzsche, “os homens não têm de fugir à vida como os pessimistas, mas como alegres convivas de um banquete que desejam suas taças novamente cheias, dirão à vida: uma vez mais”.[url=null]null[/url]EstereoSonica.com
Postado por javarootsUNIVERSO PENSAMENTO
"A felicidade pode ser definida, pelo menos em parte, como o fruto da habilidade e do desejo de sacrificar o que queremos agora, em função do que queremos futuramente." (Stephen R. Covey)
Riachão do Jacuípe . BA