
Olá Queridos seja bem vindo ao perfil do artista maranhense Carlos berg aqui você encontra riquezas regionais e forte influência cultural brasileira.
leia o release completoPor Carlos Berg em Pungar
CARNAVAL
Olá, meus queridos!
Como vai a semana? O carnaval? Por falar nisso…
Quero compartilhar com vocês um fato de caráter pessoal que aconteceu comigo ontem, e verdadeiramente; fez-me refletir no quanto muitas vezes deixamos passar em vão milhões de momentos mágicos que podem fazer uma diferença abissal nas nossas vidas.
Se liga ai!
Um bebum todo colorido e enfeitado, daquele tipo “não empurra”; um tanto maltratado, amanhecido, cantante e serelepe, veio ao longe (não faço a vã idéia de onde!) em meio a uma multidão enlouquecida, embalada pelas guitarras envenenadas do axé e do frevo e as pegadas de peso das suingueiras, ele, “O ébrio”; vivia ali um universo só dele, cantarolando antigas marchinhas (ou parte delas, haha…), muito “na dele”, no entanto; com a folia pulsante e brilhante, com a felicidade urgente e com uma irresponsabilidade inadiável que o Carnaval estampou em seu olhar!
Até que uma hora dessas, no meio da algazarra; uma zorra de mal-criados esbarrou nele e, em sua completa inocência no acontecido (porque eu vi!!!), acabou sendo o culpado de tudo, tipo assim:
- presta atenção, cachaceiro!
- passa pra lá, seu louco!
E uma série de etecetaras desaforados ao rapaz. Por um instante ele até culpou-se e foi pedir desculpas (sem culpa total na vibe) e mais uma vez foi ultrajado!
Apagou-se aquela luz que eu vi no olhar dele ao longe, lembra? Ficou morno, com olhos marejados e visivelmente com seu espírito e sua fé nas pessoas destruídos. Sentou em uma calçada e (imagino eu pela aquela expressão de desamparo e carência) deve ter se perguntado mil “porquês” e deve ter até questionado o merecimento de sua própria existência. Não deu não, galera! Eu fui lá ao “bebim”! e perguntei o sucedido, tomamos uma boa dose, esculachamos, fiquei “bebim” também, aí lhe dei um abração (ganhei o meu dia, cara!) e em um rompante, lá vem de volta o Carnaval de volta aos olhos do nosso amigo “bebum”! Faíscaram confetes de luz em sua alma inquieta! Mil marchinhas voltaram a compor seu repertório! Ele me ferrou mais um real pra saideira e lá foi ele pros braços da folia! Caraaaaaaaaaaccccaaaaa, isso foi muito tudo!
Um segundo de um abraço “do bem” destrói uma eternidade de gritos e açoites “do mal”! Como é legal ter “um conto” no bolso nessas horas, não é Vero?
Um carnaval com vários chêros com cara de primavera, foliões!
Acesse a coluna PUNGAR no Portal Sandra Cajado Arte & Cultura
Postado por Carlos BergPor Carlos Berg em Pungar
É o Reggae...
Olá, meus queridos!
Primeiramente desculpem-me pela ausência esta semana, é que eu estava mal pra caramba com aquela tal virose que quando derruba você logo vem um e diz “ah, cara, isso tá geral”… Pois é! Foi por aí! Mas eu já estava louco de saudades de vocês, seus curiosos, hahahaha!
Vou falar hoje de um ritmo que, na minha ilha, é mais que uma opção de diversão! É alimento e religião mesmo… Pasmem, mas é o Reggae!
São Luís foi batizada como Jamaica Brasileira na década de setenta meio que por brincadeira de alguns adeptos ao novo som que invadia a ilha na época. Eram pequenas caixas acústicas nos fundos dos bares da periferia da capital (e essas executavam apenas merengues, lambadas caribenhas e latino-americanas) que colocavam muito timidamente esse ritmo gostoso.
Depois vieram desbravadores e pioneiros DJs que levaram a coisa a sério como o grande serralheiro e o velho Machado da “radiola” Vera Cruz! As radiolas são paredões de caixas de 2,5m de altura por (acreditem) 5 a 10 metros de comprimento pro regueiro sentir a pressão do reggae e confundir com o seu batimento cardíaco (ah, tu tá duvidando, kkkk!).
Muito preconceito o Reggae já sofreu. Já foi uma musica marginalizada, perseguida (até hoje), ofendida de varias formas, mas sobrevive a tudo isso porque a nossa “massa regueira” é fiel!
Hoje o Reggae conquistou a simpatia da juventude de classe média alta e assim, além de alimento e religião, hoje essa febre dita moda e estilo. Suas cores variantes entre a bandeira da Jamaica e o movimento rastafári penetraram nas vestimentas, nos cabelos dead locks, na cor das unhas, elegem políticos (deputados, galera) e influenciaram até a Unidos de Tucuruvi (escola de samba do grupo especial de São Paulo) que em 2010 falou sobre a ilha do amor e fez uma paradinha em Reggae com a bateria na Avenida (eu chorei que credo!!!) gerando um rico negócio em torno dos seguidores de Zion!
O grande lance sabe qual é? É que o reggae pode ser negócio pra alguns, mas para aquele cara que terminou de trabalhar na obra, chega em casa, coloca aquela estampa nova, chega no “clube”, sente a “pedra” bater no peito, arrasta a “nêga pro salão”… Mano, isso não tem dinheiro que pague, SIÔ! É muito TTTTTUUUUUUUDDDOOOOOOOO!!!!!!!!!
Se um dia você vier a São Luís, vem quebrar uma pedra também, é bom demais!
Como dizem os imortais, no Reggae “don’t worry” (Bob Marley), somos “Regueiros, Guerreiros do Maranhão” (Tribo de Jah), no reggae “We can see the eyes of Jah” (nós podemos ver os olhos de Deus – The Gladiators).
Olha só…
É muito tudo voltar a trocar ideia com vcs, viu? Um CHêRo!
Fui!
Acesse o portal Sandra Cajado Arte & Cultura e leia a coluna PUNGAR
Postado por Carlos BergPessoal, acabamos de lança nosso DVD de clips, espero sua visita pois assim ajuda a divulgar a cultura nordestina da vaquejada!
Obrigado
Bom de Laço - Os Campeões das Vaquejadas
Valente . BA