
A Blind Device foi formada por 5 músicos que se conheceram através de outros projetos, e tinham a mesma vontade: formar uma banda que ao mesmo tempo unisse a técnica e a paixão pela música, com amizade e caráter. E uma longa história a ser escrita...
leia o release completoSobre Cachê.
E aí pessoal!
Queria falar um pouco de um aspecto que algumas bandas não discutem muito, ou deixam em segundo plano, que é a questão do cachê. Me peguei pensando nisso hoje, quando recebi uma ligação sondando para um show, e o assunto veio à tona.
Tem uma coisa que acho que é comum a todos os músicos: não somos homens de negócios. Essa é a principal razão de não estarmos dentro de um cubículo olhando pra fluxos de caixas, organogramas e custos. Alguns músicos são a exceção; eles conseguem gerenciar sua vida financeira com máxima eficácia, e no fim das contas vivem de música.
O fato de não sermos homens de negócio, e sim músicos, nos faz valorizar mais a experiência em si do que o dinheiro. Não tem mistério aí. Se você pedir um show de graça a bandas que não se consideram profissionais, elas vão fazer. E é esse o ponto que quero chegar.
Quando uma banda deve se considerar apta a receber cachê?
Eu acredito que a remuneração depende muito do que a banda oferece. Se o seu equipamento é ruim, fica uma chiadeira no palco, é microfonia o tempo todo, você deveria cogitar comprar instrumentos melhores, e aí sim oferecer um show impecável, pra aí sim pedir um cachê.
A atitude no palco é uma questão que varia de estilo pra estilo, mas a maioria das pessoas vai a um show pra ser entretido. É o que as faz pagar a entrada. A qualidade do entretenimento faz as pessoas pularem, cantarem, beberem, brigarem, se beijarem. Mas essencialmente, faz com que as pessoas se lembrem que tiveram uma noite memorável. A banda precisa entregar uma experiência pro público. Seja um pescoço doendo de tanto bater cabeça, ou a lembrança de uma música bonita que lhe fez chorar. Ou um mosh agitado. Acho que essa experiência vale o pagamento do cachê. Detesto quando vejo bandas com atitude [i]blasé[/b], como se estivesse me fazendo um favor ao mostrar suas músicas.
Você não está fazendo um favor ao público. Por mais que ele esteja lá pra te ver, você ainda precisa dar o melhor de si, ou não subir no palco.
Por fim, acho que a banda tem que ter composições próprias pra merecer o cachê. Quando eu tinha uns 15 anos, participei numa banda que só tocava covers. E num determinado momento, ganhamos 600 reais pra fazer um showmício (coisa que agora é proibida por lei) em Timóteo. Senti que não merecia aquele dinheiro, pois a gente só tocava música dos outros. E quem fez aquela música não estava recebendo nada por isso. E a gente não entregava uma experiência. Éramos a clássica banda em que todo mundo ficava parado e executava as músicas; não tinha nem uma interação com o público, energia, nada. Não mereci o cachê.
Cachê não é, num primeiro momento, dinheiro pra se gastar com aluguel, bebida, mulheres, videogames, ou o que seja. Pra mim, é uma grana que vai te ajudar a investir mais. É um investimento em você mesmo. É a grana pra você comprar aquele pedal, microfone, ou amplificador melhor que os seus. Se você ainda não tem um equipamento bom, meu conselho é comprar. Equipamento bom = Som bom. Essa é uma regra que não convém esquecer.
Esse é um assunto que rende pano pra manga. Vou escrever mais sobre música no futuro. Só gostaria que esse blog do PalcoMP3 tivesse comentários individuais em cada post. Ia ser mais bacana, pras pessoas poderem conversar sobre os assuntos.
Abraço pra todos!
Um primeiro de Abril com muito rock'n'roll ;)
Postado por Luciano Fellipe Soares AlvimShow em São Gonçalo do Rio Abaixo - MG
E aí pessoal! Tô aqui hoje pra falar do show que fizemos em São Gonçalo do Rio Abaixo - MG, no Encontro Nacional de Motociclistas que rolou lá anteontem (20/03/2010).
Primeiramente queria falar pra você que nunca foi a um encontro de motociclistas: VÁ! É uma oportunidade única de ver algumas máquinas raras em ação, além de curtir um som que não é muito divulgado em nosso país. É muito bom, mesmo se você não fizer parte de um motoclube, é um lugar bacana pra ir com amigos, e de repente até fazer novas amizades! Chegando lá no local do evento, depois de viajar cerca de duas horas, já demos de cara com motos fantásticas! A mais bonita, pra mim, era uma dessas, que acredito ser uma Harley-Davidson Softail Deluxe (o dono não estava perto pra perguntar).
A banda Performance, de BH, já estava passando o som. Como todo tecladista, dei uma espiada no equipamento do tecladista deles, e vi um Juno-D com todo tipo de parafernália, além de um Korg X3! Me apontaram que ele tinha um Keytar, era um Roland AX-7, igual do Henrik Klingenberg do Sonata Arctica. Mas no fim das contas ele não usou, disse que não teve clima pra usar. Tocaram mais de duas horas seguidas, várias músicas do Pink Floyd, entre muitos outros sucessos. Só que não vi o show deles inteiro, pois a gente foi pro hotel tomar banho e trocar a roupa da viagem.
Chegamos no finalzinho da apresentação da Performance, e ficamos aguardando nossa hora. Quando terminaram, montamos nosso equipamento no palco. Depois de uma rápida passagem de som, auxiliados pelo Tony, técnico de som do evento (cara muito gente fina!), estávamos prontos pra começar.
Soltei a introdução no teclado, e esperamos a hora certa. Entramos em conjunto no palco, com a luz apagada. Na primeira música, o segundo tom da bateria local caiu, e por sorte tínhamos levado um roadie, que ajudou enquanto eu aproveitei a deixa pra fazer um solo. Lembrei do filme "O Roqueiro", em que no primeiro show da banda, eles tem problemas técnicos, em que o protagonista diz "Primeiro problema técnico... e primeira volta por cima!"
Depois disso o show fluiu muito bem, o público deu um retorno muito bom! A galera foi mesmo prestigiar, e isso com certeza deu um gás pra banda. Posso dizer que foi um dos melhores shows da minha vida. Fora um cara que ficou subindo no palco, mas isso é normal, sempre tem.
Tem uma coisa engraçada que aconteceu, enquanto eu cantava "Perfect Strangers" do Deep Purple, esse cara - que eu não sabia que estava bêbado - subiu no palco e chegou perto de mim como quem diz "Na moral, deixa eu cantar aí essa parte" e eu não pude fazer muito pra impedir. Lembro que eu pensei, "Nó, esse cara deve cantar muito, mó confiança". Aí ele começou a grunhir umas coisas incompreensíveis, e berrar. Diz o Henrique que nessa hora os tímpanos dele quase foram pro saco, hehehe! Isso iria se repetir umas três vezes durante o show, até que nossa equipe conseguiu fechar a escada de acesso. Aprendizado!
Na hora de tocar nossas duas músicas, a galera pedia "Maiden, Maiden" e a gente foi em frente. Tocamos "The Breaking Point" e foi muito bem aceita, a galera curtiu e bateu palmas, vi até umas pessoas tentando acompanhar a letra! Daí seguimos pra "Never Broken", que tem uma levada mais pro lado do metal, pedi ao pessoal que curtia Iron Maiden pra escutar essa nossa, e como eles gostaram!
Então foi hora de agradar a quem pedia, tocamos "Phantom of the Opera". Eu já estava quase esgotado, pois a energia estava muito intensa, muito positiva! Todo mundo da banda estava se movimentando, pulando e curtindo, realmente tivemos ótima presença de palco. Eu não estava nem um pouco nervoso, acho que isso vem da confiança que tenho em todo mundo da banda.
Tocamos várias outras músicas antes dessas, mas não quero estragar a surpresa de quem não viu nosso show ainda ;) Fechamos com nosso encore, duas do Pink Floyd, e finalizamos agradecendo a oportunidade. E que oportunidade.
Lembro que muita gente foi nos cumprimentar ao fim do show, e passei um tempo conversando com a galera da cidade, muito receptiva, e também o pessoal dos motoclubes, que elogiaram bastante a banda. Foi ótimo, espero poder tocar num evento desses novamente em breve!
Depois de nós, entrou a banda local Whisky Blues, que tocou um repertório mais Pop Rock. Eu estava muito cansado e resolvi ir pro hotel lá pelo meio do show deles. Achei que estavam um pouco nervosos, mas quem não fica nervoso no início? Com o tempo eles vão construir confiança em si mesmos ou acabar. Banda é assim mesmo... já estive em bandas que duraram duas semanas e um show, e se for perguntar pra qualquer músico com tempo de estrada, com certeza ele vai dizer que já teve N bandas.
Quero manifestar aqui minha gratidão ao público de São Gonçalo do Rio Abaixo e a todos que nos prestigiaram e ajudaram de alguma maneira! Valeu mesmo, até a próxima!
Um fim de Março com muito rock pra todos! Tchau!
Postado por Luciano Fellipe Soares AlvimOlaaa!
Estamos passando, para dar uma conferida melhor no seu palco!
aproveitando que estamos aqui, clicamos para ser fã!
visite-nos quando puder!
uma excelente tarde, Abraços e sucesso!
@bandaTESTDRIVE [twitter]
Olaaa!
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Opaaaa, tudo bem? espero que sim
poo legal o palco de voces em curti :D
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os ganhadores, tocarão na EXPOMUSIC, e ganharam instrumentos musicais
estamos participando, e queremos trocar votos com voce!
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E obrigado desde ja!
@bandaTESTDRIVE
Londrina . PR