
Simplificar as coisas e o mundo é o meu objetivo ao compor, ao fazer poesia, ao fazer arte.Para sensibilizar, ousar os sentidos, sentir. Através do exercício artístico.,porque acredito que as pessoas precisam aprender a manifestar a sensibilidade .
leia o release completo
O VERMELHO E O NEGRO
E o amor chegou
Sem data,nem lugar
E agora estou cansado e tão triste para lutar.
A minha inspiração,
que era chuva de verão
Me deixou seco,
se misturou na confusão.
Nas roupas que gravei teu nome
O vinho da noite manchou
E, o girassol do vaso de cristal,
sem sol murchou.
As fotos na parede o vento levou
A estante de livros agora é poeira
e frustração.
Eu só vejo a você
E a Torre Eifeel de Paris
O samba é para levar
Você longe de mim
O choro é para mostrar
Que estou infeliz.
Agora eu sou um cantador solitário
Que toca o violão
E na outra carrega o rosário pra não desmanchar .
Você me pegou de um jeito
Pior que assombração
Eu vejo o teu rosto nos espelhos
D´água
Nas janelas do trem da estação
Eu que não queria mais nenhuma confusão
Entrei pelo cano na primeira dose de cerveja
Regado a samba canção.
Eu sofro por você
Eu sofro por nós dois
Desejo ver você depois de parar de beber.
Eu só vejo a você
E a Torre Eifeel de Paris
O samba é para levar
Você longe de mim
O choro é para mostrar
Que estou infeliz.
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 16:31 horasO tempo não nos aguardava
As horas estavam de passagem
Brincando com nossos diários mentais
E, em cada palavra
Ou verso:
éramos mais livres
Espaciais.
O sol nos acompanhava todo o tempo,
com seus raios:
Embriagando-nos de luz:
Avistávamos o infinito
desejosos, de que cada
fragmento do dia fizesse parte da nossa história
Fotografávamos lembranças
Armazenávamos sensações
Buscando o colorido de cada manhã
Transformando paisagens em sonhos
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 22:11 horasConto: AS PINTAS DE MARINA
A música tocava suavemente, assim como os lábios da doce Marina em minha virilha, ainda um pouco machucada pela queda da noite passada. Eu tinha mania de me enfiar em becos, procurando prostitutas, das mais diversas nacionalidades. E, acabei por levar um chute de um travesti, que se dizia cubano. Maldita cidade, que abrigava esses estrangeiros.Malditos travestis!
Por se localizar próxima na fronteira entre Brasil e, Paraguai, Cidadela acabava por ser uma Torre de Babel, e não um paraíso onde se criam os filhos, na tranqüilidade das ruas, como pregava o prefeito Moacir, e, seu partido. Organização essa, da qual meu pai foi fundador, e que por muitos anos liderou, levando-me sempre junto nas reuniões, e discursos pelo interior. Eu garoto, ainda meio tímido, e mais preocupado em jogar bolinha de gude, e matar passarinho com minha funda , que eu maneja com a destreza de um franco atirador, a demagogias politiqueiras. Fui considerado por papa um futuro político. Feito que nunca se realizou, porque primeiramente eu não dava para a coisa, e segundo jamais fui aquilo que ele esperava.Em eu leito de morte entre lagrimas, e novamente falsas promessas, juramentos, que para um político só faziam parte do jogo, nunca se concretizaram.Porque, eu continuei como um errante, cambaleando nas ruas da cidade, que em sua maioria tinham o sobrenome da minha família. O sonhador, de demagogia , e utopia tinha em sua bagagem a volta do anti-cristo e, a esperança do ressurgimento de Cheguevara.
Menina gulosa. Lábios vermelhos, carnudos como fruta-de-conde. A pele macia, alva como leite. Sardas.Muitas sardas. Inclusive na última vértebra, onde eu denominava - em meus versos poéticos: “O Paraíso”.No rosto de boneca pintas. Muitas pintas. A da ponta do nariz, era á mais convidativa. Por quanto tempo, eu ainda suportaria não mordiscar aquele sinalzinho chamativo, que a deixava ainda mais sensual.
Conheci minha adorável gatinha em uma Livraria da cidade. A safadinha procurava livros de Bukowski na seção de gastronomia, enquanto eu avidamente, folheava um exemplar de Marques de Sade, com outro exemplar de Marx debaixo do braço. Acho que, a danadinha pensou que eu fosse um escritor, pois esfregou seu joelho no meu braço direito, quando um de seus CDs, caiu no meu pé.
-É seu?.Pedi com o meu melhor sorriso. O mesmo que havia conquistado minha ex-esposa há dez anos. E absolutamente a mesma expressão sedutora que a havia feito pedir o divórcio há dois anos...” (..)Você é um canalha. Flertaste com todas as minhas amigas, inclusive transou com minha irmã..Esse sorriso canastrão”...dissera antes de sair.
-É Billie Holliday .Adoro -a. Respondeu ensaiando um olhar maroto.
Eu deveria ser o primeiro homem de mais de 30 anos, que flertava na vida. Depois de seu pai, poderia ser eu, o professor. Poderia lhe ensinar muito da vida. Sabia algumas expressões em francês, os melhores vinhos, ou, poderia divagar sobre os poemas que Proust escreveu: no livro Os prazeres e os dias. Sussurrando-lhe palavras doces no momento, que abrisse o zíper de seu vestido amarelo como um girassol da Prússia.Surpreendeu-me ao colocar as mãos em meu ombro .Baixinha com seu timbre quase infantil – as palavras obscenas que disse me fizeram-corar. Sim, eu mesmo, o canalha que flertava com todas as amigas de Marta, que olhava a bunda da empregada enquanto tirava o pó dos livros. O cretino que mandava poemas de Rimbaud, para as garçonetes do bar, que freqüentava como se fossem de minha autoria.
Aquela foi a melhor surpresa depois de dois anos. Para quem passava os dias lendo, bebendo ou se deliciando com alguma garota que se atravessasse na frente em alguma rua daquela cidade decadente, uma dádiva dos céus. De dose em dose, de tragada em baforada, em abria minha cova,pois não conseguia parar de fumar, e nem mesmo diminuir as diárias dos destilados mesmo, que meu cardiologista recomendou distância do álcool e ao tabaco. E, quem se importava. Um dia eu haveria de morrer, e ser enterrado na lápide da família Braga Oliveiral, já que nasci no berço de uma família ,que era considera, quase como nobre, na cidade, pela linhagem politiqueira.
Dividir o tempo entre a companhia dos livros, lembranças do passado, e a empregada que, sempre fiel ao patrão, ainda mimava-o com comidinhas especiais; era bem deprimente, para um homem nascido no berço da política. Marta, penalizada pela minha situação: a falta de dinheiro,e, as dívidas -enviava todos os meses uma considerável quantia. Para ela uma bem sucedida executiva da indústria de cosméticos – aqueles rublos não representavam nada. Mesmo que fosse por algum tempo. ..” Até que arranje um emprego.Dissera. Esperava que, eu conseguisse meu cargo de colunista na Folha da Cidade, novamente. O que achava difícil, pois, após ter malhado um político da cidade, todos mês amigos me abandonaram. Meus dias de jornalista nunca mais seriam os mesmos. O que havia restado eram apenas lembranças ainda vividas na memória de um homem que, que nos tempos de estudante se filiara-se a um partido comunista, às escondidas, fazia propagdana contrário ao pai. Desgraças à parte, tanto meu pai, quanto eu acabamos nossas vidas sem dinheiro, e com muitas dívidas. Eu por nunca ter sabido lidar com essa coisa, ele porque investiu tudo em política.
-O Senhor esta bem.Pediu a garota pensando, que talvez eu tivesse tido um enfarto, ou em com alcoólico, pela minha letargia depois de ter bebido quase uma garrafa de vodka, seguido de muitos beijos e, carícias. Aqueles olhos amendoados, de cílios longos, não me eram estranhos. A garota deveria ser filha de alguma ex-namorada, ou prima distante, já que na cidade construída pelo meu bisavô, a população em sua maioria, era de sobrenome: Oliveiral.
Engraçado que o livro que Marina escolheu era um dos favoritos de Marta: Todos os Nomes de José Saramago, para ela o ex-sapateiro, e admirador de Fidel Castro, era o melhor do planeta.
Abri a porta do carro para que entrasse. Carro este, que me fora dado de aniversário por minha ex-esposa.Eu , que era conhecido na empresa que ele comandava, como um gigolô, não me importava mais com os comentários maldosos pela cidade.
Ao colocar um CD de música clássica. Marina acomodou sua mãozinha de unhas pequeninas em meu colo, depois falou:
-Eu sou filha do Manoel.
-O dono da Ferragem?Perguntei.
-Sim.Ele mesmo.Sabe eu sempre te achei um gatão. Disse ela passando a mão na minha perna. Desde os treze anos.Lembro que ia lá na loja com sua esposa, eu ficava no caixa, só te olhando. Sempre bem vestido.Os sapatos com design moderno. Eu adoro sapatos masculinos.
-Eu tenho uma coleção de sapatos lá em casa. No closet há de várias cores e modelos.Falei empolgado, como se colecionasse ferraris. Era a primeira vez que iria mostrar para alguém. Orgulhoso que era do grande número de pares comprados em diversas partes do mundo, sentia-me como um rapaz de vinte anos.
Abri a porta receoso, que a empregada ainda não tivesse ido embor. Ela sentia ciúme,quando eu levava alguém. Era o mesmo ciúme, que Marta sentia por mim, motivo pelo qual além da infidelidade, decidiu-se pela separação.Essa irritante mania, que as mulheres tinham de pensar, que quando você casa com elas está aposentado a sua arma de caça, é folclore, nenhum homem deixa de desejar a bunda de outra, após se unir aos laços do matrimônio. Ao chegar no meu quarto, abrindo a porta do closet. Surpreendido com a cena lúdica, que a curiosidade da menina me proporcionou, segurei o riso para não assustar E, Marina já, com um de meus sapatos entre os dentes, só para me atiçar, lançou-se sobre mim, como uma gata audaciosa. Após, lambeu-o da ponta até o calcanhar.
-Posso colocar o meu CD ?
Curioso, e quase em êxtase lhe perguntei:
-O que vamos ouvir?
- Trav’lin All Alone .
-O que?
-Lembra. Billie Holliday .
-Ah sim.O Cd.respondi colocando a mão em seu rosto delicado.
Ela caminhou até o aparelho de som, tirando o vestido amarelo de alcinhas,onde os seios, ainda infantis, ¨ pululavam sob a transparência do tecido.Arrepiaram-se com o toque da minha mão, então, suguei-os quase até sangrar. Marina se entregou como uma gatinha manhosa, e entre gritos, e ssussuros, eu a possuí. E, assim como quem desbrava terras desconhecidas, senti que a garota, com ares,e atitudes, de mulher pela sua ousadia, não passava de uma menina. Quando senti o sangue, ainda quente em minha pernas, senti o tamanho, e o gosto amargo d que viria pela frente.
-Quantos anos você têm?
-14.Respondeu com a expressão de dor.
-Eu a machuquei?
-Um pouco.Mas, era assim que deveria ser.Eu já planejei isso há tempo.Deveria ser com o Senhor.
-Ora, não chame de Senhor. Você é menor. Uma criança.Virgem.Estou encrencado.Queria brincar com fogo,mocinha, ok, e agora quem vai apagar este incêndio.
-Vou levá-la, já para casa. Se tiver algum problema procure a Dr. Regina, que ele é minha amiga.
-Está bem. Mas, eu preciso dormir um pouco.
O vestido amarelo, que descansava em uma cadeira perto da janela, recebia os primeiros raios de sol da manhã . O modelito, que não serviria mais a jovem deflorada, que seria substituído por modelitos mais apropriados para um jovem mulher.
Ao acordar, ainda sonolenta, vestiu-se.Deixei que, se fosse, mas no entanto, lhe devia ter beijado o rosto já corado pelo calor, que se dissipasse por todo o apartamento.*Como um pai zeloso.Sentei na minha poltrona.Abri uma garrafa do melhor uísque escocês,e sorvi cada gole, como se fosse o último. Na prisão - Martha não me enviaria nem uma cueca de seda francesa, e muito menos um exemplar da Revista Time.
Bebi até as cinco da manhã.Admirando o nascer do sol da janela. Naquele momento chorei. Minhas lágrimas eram por ter perdido Martha.A mulher que amei. E, eu só soube disso, quando ela fechou aporta ao sair. Despedindo-se com sua coleção de malas Louis Vuiton.Compradas em nossa última viagem à França. Lamentei pelo filho que não tivemos, mas que eu desejava muito. Rasguei e joguei pela janela, o livro que nunca publiquei.
Marlene foi a primeira pessoa a encontrar meu corpo afundado na poltrona. A arma que pertenceu ao meu pai estava no chão.Havia escolhido morrer assim. Instantaneamente sem dor – com um tiro no céu da boca como há quarenta anos morrera o escritor americano Ernest Hemingway. Então, reli um trecho do seu romance - Paris é uma festa antes de partir..
No bolso da calça, a carta endereçada a Martha. Correspondência, que nunca chegaria a ela. Pois, a roupa usada no dia da minha morte foi levada para o IML, e substituída por um terno preto.
Marta jamais saberia que eu a amava. E, Marina choraria minha morte, guardando segredo de sua primeira noite de amor. A música, que tocara na noite anterior, enquanto eu tomava a decisão mais importante da minha vida, foi a mesma do meu enterro. Just way you are. A canção preferida de Marta, que mandou apenas uma coroa de flores, e um cartão desculpando-se pela ausência .Naquele dia ventou muito, tanto, que alguns trechos de meu romance voaram até meu tumulo.Não era meu desejo ser enterrado, mas a melancolia e, as idéias suicidas daquela noite me proibiram de incluir na carta que nunca seria lida – o pedido de ser cremado. Gostaria que minhas cinzas fossem jogadas perto do Parque Florido, que tinha o nome de meu pai, onde conheci Marta...
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 09:50 horas
ÁGUAS DE MADREPÉROLA
Eu estava absorvida em minhas leituras e, divagações, na busca de informações sobre novos poetas brasileiros nas prateleiras de uma mega livraria, que não percebi, quando um rapaz de jeans vermelho, e camiseta dos Rolling Stones, esbarrou na pilha de livros, que servia de apoio para meus cotovelos. E, de joelhos, com pose de pequeno príncipe, como se procurasse pagar uma prenda, me convidou para assistir um filme.Contudo, seguia a promessa, de que compraria o maior pacote de pipocas, e as balas mais coloridas da lanchonete.E, sem olhar para a expressão de espanto, que demonstrei ao conhece-lo, Sinclair se apresentou ainda um pouco constrangido, pelo ocorrido, mas não mostrou nenhuma discrição ao me arrastar pelos corredores da livraria, ao cinema.
Foi, quando finalmente conseguimos sair, ganhando o colorido da tarde, e o ar fresco; à distância conseguimos observar um novo tumulto na livraria, agora causado por uma adorável garotinha , que tentava escorregar sem sucesso pelo corrimão da escada da seção de livros infantis.
Chegando no cinema escolhemos as poltronas atrás de uma senhora gorda, que serviu de biombo, para nossa destemida aventura.Afinal, era chegada a hora das apresentações menos formais. E, apesar do incidente almejamos a possibilidade: que entre quatro paredes, sendo sufocados pela tela plana do filme, poderíamos ficar sãos e, salvos das armadilhas do destino, e mais à vontade.
Sinclair apesar da timidez excessiva, mostrou-se decidido: entre acrobacias atrapalhadas, com o saco de pipocas e, desastrados beijos nas minhas bochechas já coradas.As manifestações seguintes causaram ainda mais espanto e, surpresa. Acho, que os livros, e teses que eu havia lido sobre a timidez masculina com o paradigma, de que homens tímidos não paqueram em público, foram derrubados naquela tarde.Seria Sinclair: um tímido enrustido?
Despertada pelo desejo, que as situações inusitadas causavam em mim: tive uma vontade louca de dividir entre os lábios e, a língua, a destemida coragem na busca de novas experiências.E,depois de relaxados, e mais à vontade no templo dos cinéfilos, exploramos com profundas divagações nossas vontades, como por exemplo, caricias mais ousadas. Tudo foi acontecendo naturalmente por causa da intimidade, e cumplicidade dos nossos olhares: para que mergulhássemos nos espaços perfeitos das nossas lucubrações Fomos descobrindo por meio de palavras, gestos, olhares e caricias, cada ponto de excitação.Quanto mais à vontade ficávamos: o tempo, as pessoas, o filme, os diálogos, se transformavam em acessórios para as nossas fantasias.Somente, um grupo de balzaquianas, com o surgimento de um rapaz de bermuda bege, e pernas de atleta, atrapalharam nossas investidas em posições mais ousadas, através de gritos, e assobios. Acreditem puritanos de plantão, o nosso jovem músico intelectual, ávido pesquisador de novos ritmos musicais apreciava manifestações de afeto em público. Anjo, ou exibicionista?
Enquanto olhava lentamente as pernas de Sinclair aprisionadas pelo jeans: conclui, que aqueles faiscantes olhos azuis, e o corpo magro mais rijo haviam sido mais interessantes, que a película de Allan Stewart Konigsberg: leia-se Woody Allen. Selamos o momento, com um beijo de língua daqueles de desentupir qualquer sanitário depois de uma noite de festa regada a champanhe, e confete. E, afundados nas poltronas, afogueados pelas novas impressões; suspiramos longamente.Após decidimos sair de mansinho, pelo corredor escuro, antes de sermos levados pela multidão.Talvez nunca mais nos encontrássemos.No entanto, nada que eu escrevesse, ou pensasse naquele momento poderia explicar o que havia acontecido.A única coisa que, eu sabia, é que degustamos o instante , como se fosse único.Sem pressa, com pequenas doses de rock´n´roll, movidos pelas notas de uma nova canção, levados por fragmentos de um conto de Caio Fernando Abreu..(...) Mas é azul à minha volta e,embora me doa esse azul entrando pelos sentidos, é ali que quero ficar agora, naquele fundo claro de fogo, com águas de madrepérola aprisionado nos tornozelos, alguns tesouros, além, navios piratas, ouros, terras, sereias.. (..)
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 14:52 horasDE OLHOS VENDADOS
Vou te contar uma coisa
Cê nem vai acreditar
Quando te vejo assobiar
Eu vejo o mar
E, não adianta
Uma folha se soltar
Com a ventania
Eu me mostro,
escrevo
Me debruço na tela do dia-dia
E, se foi Deus
Quem me escolheu:
Eu desci do céu
Só para te ver, para ficar em você
Só o meu olhar é infinito
E, tem a doçura do mel
Só eu que tenho amor
Só eu
Menino não negue a paixão que movimenta
A linfa da tua pele
A cor afogueda do teu rosto
há sempre uma nova canção
Para chorar a ausência de um beijo
Um poema, que sobrevive ao amor!
Tão perto de você
há luz que irradia
e, toda fantasia
se transforma em desejo
Eu vivo tão perto
tão longe de você
Eu sempre desperto
Para te receber
Eu não tenho flores, e
desconheço o segredo das constelações
Mas, eu te entrego poesia
Eu te deixo entrar em mim
O meu abraço
é como a brisa fresca
que acaricia teu rosto depois da chuva
e cê espera as manhãs
eu te devoro
eu te levo para casa
e cê nem sabe
nem desconfia:
que já é meu.(A .Rizzi)
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 10:45 horasLado a Lado
Ao lado teu
Recebo a leveza do vento
A força da tempestade
A sensualidade da lua
O frescor da chuva
Onde ando nua
Até o dia chegar
Ao teu lado
Carrego a doçura de uma criança
A loucura de um momento
A alegria de um passatempo
Nego!
A vida se esvai,
Em segundos,
Quando não te vejo,
E, eu ainda tenho medo de te amar.
A poesia jorra,
Como água de um manancial
A vida fica repleta de canções
As ruas e as flores
Te recebem com a doçura do meu cantar.
Eu passo os dias
Inventando novos refrões
Para não te cansar
Eu desdenho
As nuvens negras que cobrem nosso destino
Porque necessito te amar
Eu te vejo
Com a doçura de um menino
Enquanto entre os lençóis
Disseco o homem, que jura me amar.
Entrego minha alma
Ao tormento da espera
A paisagem sem movimento
A dor que se cala, no silêncio
Ao teu lado
Carrego a doçura de uma criança
A loucura de um momento
A alegria de um passatempo
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 10:37 horas
Angélica Rizzi no Show de lançamento do CD Águas de Chuva
A cantora e compositora, Angélica Rizzi prepara o lançamento do seu primeiro CD "Águas de Chuva". Uma voz refinada e calma, para canções ora pulsantes e dançantes e outra de momentos doces e de pura suavidade. Um trabalho que revela preocupações sociais com muita densidade musical e interpretativa. Uma cantora que arrisca e que busca seus espaço de forma lírica e arrebatada. Uma paixão, um momento musical claro e com muita identidade, letras e canções que buscam mostrar o universo desta cantora que, através da sua voz e suas interpretações, questiona, sorri e canta com naturalidade e prazer. Além de canções próprias a cantora também apresentará a canção Nas curvas da Guitarra extraída de um poema do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, musicada e arranjada por Jottagá, e também a canção Canos Silenciosos de autoria de Lobão, numa surpreendente releitura em formato acústico.
Os arranjos musicais, vocais e a produção musical são de Jorge Hugo (Jottagá) do estúdio Fróide Explica. As canções do cd apresentam uma sonoridade própria e diferenciada, e tem a participação do citarista gaúcho Ângelo Primon, o guitarrista Rafael Vanoni, o violinista/guitarrista Chico Merg, os bateristas Geraldo Muller e Renato Larsen, o baixista Jaca Vasconcellos e o percussionista Dener Zicca entre outros.
Um novo momento desta artista plural e irrequieta, que tem participação em vários Cds lançados por outros autores e também uma coletânea poética, que já faz parte de acervos em diversos países. Uma artista que lança seu primeiro trabalho, com qualidade e novidades, uma personalidade marcante e com a dose certa de ousadia e simplicidade. Confira!
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 09:29 horasBossa Nova pra Porto Alegre
Menina dos meus Olhos
Emudeci quando revi você
Saí pelo mundo
Mas, não consegui te esquecer...
Estou tão feliz
Não vou mais partir
Ficarei aqui em minha Porto Alegre
Musicando cada lugar.
Prometo que um dia irei te conquistar.
Sentindo o vento soprar
Eu juro nunca mais vou te deixar
Espero mais cem anos pra te namorar..
Pra te namorar...
2XRefrão:Menina dos meus olhos
Bom te ver sorrindo
Este grande olhar azul lindo
Lindo.
Neste corpo cansado ainda bate um coração
Bate ainda mais forte,
quando a lua ilumina a Redenção.
Estou tão feliz
Não vou mais partir
Ficarei aqui em minha Porto Alegre
Musicando cada lugar.
Prometo que um dia irei te conquistar.
Sentindo o vento soprar
Eu juro nunca mais vou te deixar
Espero mais cem anos pra te namorar
Pra te namorar...
2XRefrão:Menina dos meus olhos
Bom te ver sorrindo
Este grande olhar azul lindo
Lindo
Neste corpo cansado ainda bate um coração
Bate ainda mais forte quando a lua ilumina
Estou tão feliz
Não vou mais partir
Ficarei aqui em minha Porto Alegre.
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 11:21 horasO sol
O sol
Se você veio ver o sol.
Não vá agora
Ele logo vai nascer
E, se você for embora.
O sol vai desaparecer.
E, se seu coração despertar
Como um pássaro sem direção
Um verso solto em busca de um refrão
Uma nuvem que passa
Igual chuva de verão
É o amor tranqüilo,
Esse que não avisa ao chegar
E, fica para sempre.
Para lhe fazer feliz
E, se entregar.
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 10:48 horasSe você veio ver o sol.
Não vá agora
Ele logo vai nascer
E,se você for embora
O sol vai desaparecer.
Postado por Angelica Rizzi figueiro às 10:30 horasParabéns, também gostei, e inclusive já clicamos
para ser seu fã aqui no seu palco!!
Ficaria muito grato se você pudesse
opinar na nossa nova composição
"O cabaré Incendiou"
Assim que entrar no nosso palcoMp3 www.palcomp3.com.br/joaorennererennan
ela irá tocar automaticamente!
Se quiser, pode nos add no msn meuivairadio@hotmail.com
Grande abraço, aguardo sua opinião
e Sucesso!!
João Renner e Rennan!
meu email antoniorjacobs@yahoo.com.br
oi angelica e um prazer enorme ter te encontrado teu trabalho e muito bom ja ouvi todinho teu cd sou antonio jr. cantor sertanejo de palmeira das missões trabalhei no jornal a madrugada bem na epoca em que vc chegou por la quro te conhecer quando for a poa.beijo feliz natal e um 2009 magnifico cheio de novas conquistas.
Ops!
Para ouvir as músicas deste artista você precisa ter o plugin flash ou atualizá-lo.
Elis Regina;Billie Holiday ;Beatles ; Ella Fitzgerald ;Lobão;Marisa Monte entre outros.Difícil citar todos os artistas, que ainda me encantam e, sempre me surpreenderão pela força das palavras e, canções..